terça-feira, 30 de março de 2010

Concurso Dilma Day: crie o seu cartão e concorra a um grande prêmio!



Estamos lançando o Dilma Day, em comemoração ao histórico de mentiras da candidata petista.



Use o original acima e crie a sua mensagem. Depois, é só postar no seu Blog e avisar, que os Blogs pela Democracia vão lá para buscar e republicar. Atenção: usem o cartão acima como original e só troquem o texto, ok?

A campanha já vai começar. Você está pronto?



Clique na matéria do Estadão, analise e prepare a sua própria estratégia. Os Blogs pela Democracia terão uma importância "como nunca na história deste país". Pode escrever. Pode filmar. Pode fotografar. Pode tuitar. Pode blogar. Pode flicar. Pode e deve.

domingo, 28 de março de 2010

Para aliviar o cheiro dos porcos...

Audrey Tautou e Chanel n.5

A greve de fome é um recurso, não um pretexto



Tirado do blog: http://jurisconsultocubapt.wordpress.com/

O senhor Luiz Inácio Lula da Silva talvez nunca tenha tido que sussurrar por temor de que o escutassem dizer o que pensava. Talvez jamais tenha sentido impotência ante o abuso e a impossibilidade de mudar seu futuro e o de todos os que o rodeiam.

Só assim poderia entender um homem que reconhece o direito de um governo de deter, dono de poder político, econômico e militar, enquanto compara com deliquentes os dissidentes cubanos que exigem os direitos que todo humano merece desfrutar, e só dispoem de suas vidas para defendê-los.

A Esquerda Latinoamericana mostra seu autêntico rosto. É possivel se confiar numa pessoa que públicamente se declara como mediador entre dois governos com um desacordo de mais de 50 anos, porém é incapaz de prestar seus bons ofícios para interceder por um grupo de pessoas que sofrem nos cárceres por exercerem a liberdade de expressão? Parece-me hipocrisia.

Aparentemente Lula da Silva está disposto a perder seu outro mindinho defendendo o regime dos Castro. Não obstante, eu gostaria de saber o que o presidente brasileiro entende por justiça e direitos humanos. Inclusive chega ao ponto de pedir respeito, em pleno século XXI, a determinação da justiça do governo cubano. Será que conhece a legislação deste país?

Saberia que em Cuba vige uma lei que amordaça o povo? Conhece o excelentíssimo mandatário, que os que chama de bandidos receberam penas de mais de vinte anos de privação de liberdade em virtude da lei 88? Uma disposição normativa que anula a liberdade de opinião e expressão evocando uma suposta segurança nacional.

Para sua informação em nossa legislação também temos um decreto 271, que impede os cidadãos não domiciliados legalmente na capital da nação de circular por ela. Uma lei 989 que impõe o abandono definitivo e castiga com o confisco dos bens, os que saem em busca de sonhos, além das fronteiras desta ilha.

Se lhe parecem justas as determinações dos Castro, teria que admiitir que estaria disposto a limitar a liberdade dos brasileiros para assegurar sua permanência no poder ou que seria capaz de levar à prisão todo aquele que não concorde com as suas políticas. Melhor ainda, tipificar como delitos todas as ações que estejam orientadas à crítica do seu mandato governamental.

Se aos bandidos de São Paulo foi aplicada uma lei que os obriga a calar ante o que não estejam de acordo, se receberam pena por exercer seus direitos de livre expressão, então têm direito a apelar ao recurso supremo da morte em busca da liberdade.

Em algo se equivoca o excelentíssimo Lula. A greve de fome é um recurso, não um pretexto. Os cubanos que não estão de acordo com as políticas governamentais da histórica direção comunista desta ilha, não exigem com arma na mão o que por direito lhes pertence.

As ideias e palavras são suas únicas armas. As empunham por conta e risco de sua integridade corporal e da perda de liberdade. Os que a perderam têm o direito de disporem de suas vidas para conquistá-la. Alguém deveria lembrar a este homem que nem o medo, nem a repressão e nem a morte, ofuscam a esperança de viver em liberdade.

Laritza Diversent

O exemplo de Lula, um artigo de Merval Pereira em O Globo.

O descaso com que o presidente Lula trata as condenações que recebeu do Tribunal Superior Eleitoral resume bem o estado de complacência moral em que o país se debate, gerando o esgarçamento de seu tecido social com graves repercussões.
Está se impregnando na alma brasileira uma perigosa leniência com atos ilegais, que acaba tendo repercussões desastrosas no dia a dia do cidadão comum, que passa a considerar a "esperteza" como um atributo importante para vencer na vida.
Em vez de usar seu imenso prestígio junto ao eleitorado para dar o exemplo de cidadania, de respeito às leis, o presidente Lula vem, não é de hoje, confrontando publicamente as instituições que considera obstáculos a seus objetivos políticos, não apenas os meios de comunicação, a chamada "mídia", mas principalmente órgãos encarregados da fiscalização dos atos governamentais.
Já em 2008, em Salvador, chegou a dizer um palavrão em público criticando a lei eleitoral que dificulta suas viagens pelo país.
Àquela altura, ele já desdenhava das possíveis punições, fingindo ensinar ao povo como deve se comportar para não ferir a lei eleitoral.
Quando a torcida organizada começa a gritar o nome da ministra Dilma, ele se faz de desentendido: "(...) a gente não pode transformar num ato de campanha.
É um ato oficial, é um ato institucional. (...) vocês viram que eu, por cuidado, não citei nomes. Vocês é que, de enxeridos, gritaram nomes aí. Eu não citei nomes".
Igualzinho ao que continua fazendo, mesmo depois de multado.
Nos comícios, não é raro o presidente criticar o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público, por supostos entraves que imporiam à execução de obras, e chegou até mesmo a defender a alteração da Lei das Licitações, uma legislação que foi criada depois dos escândalos do governo Fernando Collor, exatamente para coibir a corrupção.
"Aqui no Brasil se parte do pressuposto de que todo mundo é ladrão", disse o presidente certa vez, com a mesma atitude complacente com que trata os "mensaleiros" e os "aloprados".
Lula se incomoda quando os organismos institucionais atuam para fazer o contraponto exigido pela democracia, que é o sistema de governo de pesos e contrapesos para controlar o equilíbrio entre os poderes.
Se existe uma legislação que impede um determinado ato seu, ele tenta superá-la com a maioria parlamentar que obteve à custa da divisão do governo em verdadeiros feudos partidários.
O exemplo mais recente é o projeto de lei que transforma os recursos do programa Territórios da Cidadania, que leva a regiões do interior projetos de educação, saúde, saneamento básico e ação fundiária, em transferência obrigatória da União para cidades com menos de 50 mil habitantes, mesmo havendo inadimplência financeira com o governo federal, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal.
O caráter político da medida pode ser compreendido quando se sabe que 90% das Câmaras de Vereadores estão instaladas em municípios de menos de 50 mil habitantes.
O Tribunal de Contas da União (TCU) é uma vítima recorrente da obsessão de Lula, que o acusa constantemente de atrasar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Para Lula, de fato "quem governa é o TCU, que diz que obra pode ser realizada".
O incômodo é tão grande que chega a existir no Congresso, incentivado pelo governo, um projeto que reduz os poderes do Tribunal de Contas da União (TCU) na fiscalização, com o objetivo de impedir que o TCU paralise obras públicas, mesmo que a fiscalização encontre indícios de irregularidades graves.
Enquanto não consegue seu objetivo de neutralizar a ação do TCU, Lula vai desmoralizando suas decisões. Recentemente inaugurou a primeira parte da ampliação e modernização da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), obra apontada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como suspeita, um dos quatro empreendimentos da Petrobras que não poderiam receber dinheiro público em 2010 por possíveis irregularidades.
A impugnação do TCU foi incluída na Lei Orçamentária para 2010, mas recebeu o veto presidencial, que garantiu a continuidade das obras. A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou o veto.
Na ocasião, fez comício e tudo, com sua candidata Dilma Rousseff a tiracolo, como sempre, e usando os trabalhadores como desculpa para ter ultrapassado a decisão do TCU. "Quem vai assumir as responsabilidades e explicar para as famílias dos 24 mil trabalhadores que tudo bem, a obra foi suspensa e a gente volta mais tarde?", discursou Dilma, defendendo a decisão do chefe, de quem não discorda "nem que a vaca tussa", como já disse uma vez.
Foi o TCU, um órgão do Poder Legislativo, por exemplo, que levantou os gastos exorbitantes dos cartões corporativos e exigiu maior transparência nas prestações de contas.
Outro órgão que se defronta com sérias críticas presidenciais é o Ibama. Ainda em 2007 aconteceu a citação aos bagres, que ficaria famosa como demonstração da veia ecológica do presidente Lula.
Em reunião com o Conselho Político, o presidente não escondeu a sua irritação com o Ibama por causa da demora na concessão de licença ambiental para construção de usinas hidrelétricas no Rio Madeira.
"Agora não pode por causa do bagre, jogaram o bagre no colo do presidente. O que eu tenho com isso? Tem que ter uma solução".
Dois anos depois, Lula estava em Copenhague, na reunião do clima, no papel de defensor da ecologia.
Mas esta é uma outra história de esperteza dessa autoproclamada metamorfose ambulante.

sábado, 27 de março de 2010

Eles começam queimando livros...E não param mais.



1933, Berlim. Nazistas queimam livros.



2010, São Paulo. Petistas queimam livros.

"Onde se queimam livros, acabarão por se queimar pessoas" - Heine, poeta alemão de origem judaica, cem anos antes.

tirado de: http://www.coturnonoturno.blogspot.com/

Cartazes para remeter para os seus amigos professores.





Não deixem que estas fotos sejam esquecidas. É o PT trazendo o Brasil de volta para a Idade Média. Divulgue. Espalhe. Não deixe estas aberrações serem esquecidas.

NÃO! OS QUEIMADORES DE LIVROS DE DILMA E BEBEL NÃO SALVAM NINGUÉM. ELES DÃO É PAULADAS NA CARA DE MULHERES POLICIAIS

Vejam esta foto. Viram?



Ela está em todos os blogs dos petralhas. Vagabundos que escrevem a soldo viram na imagem do fotógrafo Clayton de Souza, da Agência Estado, um momento sublime da solidariedade humana, verdadeira poesia em meio à guerra. Segundo eles, um dos comandados de Dilma e Bebel, a chefe da baderna e da depredação promovida pela Apeoesp, carrega um policial ferido. A imagem seria uma emblema da grandeza dos grevistas.

Pois é. Não se trata de UM policial, mas de UMA POLICIAL. Ela se chama Érica Cristina Moraes de Souza. O HOMEM QUE A CARREGA NÃO É UM DOS TONTONS-MACUTS DA BEBEL, NÃO! Trata-se de um policial.

Érica foi covardemente agredida por um dos marmanjos da Apeoesp: LEVOU UMA PAULADA NO ROSTO, COM FERIMENTOS SÉRIOS NO NARIZ E NA BOCA.

OS QUEIMADORES DE LIVROS DE DILMA E BEBEL TAMBÉM DÃO PAULADAS NA CARA DE MULHERES. E, no caso, Érica é uma mulher e tanto: veste um uniforme e tem a coragem de defender a segurança pública.

Não, canalhas!

Os “homens” de Dilma e Bebel não salvam ninguém!
Os “homens” de Dilma e Bebel quebram a cara de mulheres!

Até que Dilma não se desculpe por ter dado apoio público a Bebel, que admitiu fazer uma “greve política”, continua co-responsável pela arruaça. Assim, os arruaceiros continuarão a ser chamados aqui de “a tropa de choque de Dilma e Bebel”, “os queimadores de livros de Dilma e Bebel”, os “tontons-maCUTs de Dilma e Bebel”.

tirado de www.veja.com.br/reinaldo

Serra cresce, Dilma pára: saiu nova pesquisa Datafolha. Vamos repercutir.




O pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, abriu nove pontos de vantagem sobre a petista Dilma Rousseff e voltou a ser líder isolado na corrida ao Palácio do Planalto.
Pesquisa Datafolha realizada nos dias 25 e 26 deste mês mostra o tucano com 36%. A petista tem 27%. Há um mês, eles tinham 32% e 28%, respectivamente, no mesmo cenário.
Como a margem de erro da pesquisa Datafolha é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Serra apresentou crescimento real -embora tenha retornado ao patamar de dezembro, quando tinha 37%.
Já Dilma, pela primeira vez não apresentou crescimento na sua curva de intenção de votos: a petista oscilou negativamente um ponto percentual.
No mesmo levantamento, Ciro Gomes (PSB) ficou com 11% (tinha 12% em fevereiro e 13% em dezembro). Marina Silva (PV) está estacionada e manteve os mesmos 8% obtidos em dezembro e há um mês. Indecisos, brancos e nulos somam 7% e 11% não souberam responder.
Quando o Datafolha exclui Ciro da lista de candidatos, o cenário fica semelhante. Serra vai a 40% contra 30% de Dilma -a diferença entre ambos passa de nove para dez pontos, mas essa variação está dentro da margem de erro.
Sem Ciro, Marina pula para 10% e continua sem ameaçar o pelotão da frente.
2º turno e rejeição
As simulações de segundo turno seguiram os cenários de primeiro turno, com a recuperação de Serra. Numa hipotética disputa entre Serra e Dilma, o tucano venceria hoje com 48% contra 39% da petista -uma distância de nove pontos. Em fevereiro, os percentuais eram de 45% a 41%.
Em termos de rejeição, do ponto de vista estatístico, os quatro principais concorrentes estão empatados no limite da margem de erro, mas quem numericamente tem o pior índice é Ciro Gomes, com 26%. Colados a ele vêm José Serra (com 25%), Dilma Rousseff (23%) e Marina Silva (22%).
Espontânea e nanicos
As curvas da pesquisa espontânea, quando o entrevistado diz em quem deseja votar sem ver uma lista de nomes, têm uma evolução discrepante do levantamento estimulado.
Diferentemente do que ocorreu na pesquisa em que o eleitor vê seu nome, em que está estabilizada, Dilma continuou sua curva ascendente no levantamento espontâneo. Tinha 8% em dezembro, passou a 10% em fevereiro e agora chegou a 12%.
Esse percentual a coloca à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (8%), que, até dezembro, liderava com folga a pesquisa espontânea. Isso mostra que a cada pesquisa o eleitor deixa de citar o nome do atual presidente porque vai percebendo que o petista não será candidato.
Serra pontuou 8%, o mesmo percentual de dezembro. Ciro e Marina marcaram 1% cada. Houve também 3% para "candidato do Lula" e 1% para "no PT/candidato do PT".
Pela primeira vez o Datafolha pesquisou candidatos de partidos pequenos. Por enquanto, só Mario de Oliveira (PT do B) conseguiu menções para pontuar 1%. Todos os demais estão abaixo desse patamar.
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A recuperação de José Serra na pesquisa Datafolha tem fatores principais, entre eles seu desempenho na região Sul, no eleitorado mais pobre e com o público feminino. Dilma Rousseff, que havia crescido em todas as regiões em fevereiro, agora ficou estagnada ou até oscilou negativamente em vários segmentos do eleitorado.
No Sul, que concentra 14% dos eleitores do país, Serra subiu dez pontos percentuais, de 38% para 48%. Dilma, que fez carreira política no Rio Grande do Sul, não se consolidou ainda entre os gaúchos e registrou uma queda de 24% para 20%.
Os 28 pontos percentuais de diferença no Sul são a maior dianteira de Serra sobre Dilma no aspecto geográfico das intenções de voto do Datafolha.
Entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos (R$ 1.020), ou 52% da amostra do Datafolha, Serra subiu de 30% para 35%. Dilma oscilou de 29% para 26% -apesar de um dos principais programas do governo Lula ser o Bolsa Família, que beneficia a população de baixa renda.
Serra aumentou sua vantagem no eleitorado feminino. Em fevereiro, o tucano já liderava (33% a 24%). Agora, tem 15 pontos a mais (37% a 22%).
Do ponto de vista apenas numérico, os quatro pontos percentuais que Serra obteve na soma geral da pesquisa Datafolha (de 32% para 36% das intenções de voto no país) tiveram as seguintes origens: um ponto de Dilma (que caiu de 28% para 27%), um ponto de Ciro Gomes (cuja taxa oscilou de 12% para 11%) e dois pontos entre os que declaram ter intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum nome.
Dilma, que variou negativamente dentro da margem de erro, manteve seus percentuais em segmentos importantes.
Por exemplo, na região Sudeste (42% do eleitorado), Dilma ficou com 24%, o mesmo percentual de fevereiro. Serra oscilou para cima, na margem de erro, de 38% para 40%.
No Nordeste (28% do eleitorado), Dilma tinha 36% em fevereiro e agora está com 35%.Serra saiu de 22% e foi a 25%, numa região na qual o PT conta como seu maior reduto por causa da popularidade de Lula.

sexta-feira, 26 de março de 2010

O PT CONTRA SÃO PAULO - PARTIDÁRIOS DE DILMA QUEIMAM LIVROS, DEPREDAM PATRIMÔNIO PÚBLICO, ATACAM A POLÍCIA, INVESTEM NO CAOS…

Por Reinaldo Azevedo - www.veja.com.br/reinaldo

No primeiro post que escrevi sobre a greve da Apeoesp — que não deve ser confundida com greve de professores —, afirmei que os fascistas haviam, em passado recente, queimado livros em praça pública, como se fazia na Alemanha hitlerista. Como se fazia em Fahrenheit 451, o excelente filme de François Truffaut, baseado no romance de Ray Bradbury. A turma da Bebel, presidente do sindicato, também acha que ler faz as pessoas infelizes — por isso, inclusive, opõe-se a qualquer forma de promoção por mérito no magistério. Mas volto ao ponto. Quando afirmei que os apeoespentos haviam queimado livros, Bebel negou; sustentou, apesar das provas, que era uma acusação mentirosa. Agora vejam esta foto de Ernesto Rodrigues, da Agência Estado.



São os comandados de Bebel queimando livros na manifestação de hoje. Ela marcou a assembléia para o Palácio dos Bandeirantes, onde sabe que as concentrações são proibidas. Estava em busca de confronto com a polícia, que se limitou a interromper as vias de acesso que conduzem ao palácio. Os soldados não havia tocado numa caspa dos Remeletões & Mafaldonas, o que deixou a turba frustrada. Então eles deram um jeito: no cruzamento da rua Wagih Assad com a avenida Giovanni Gronchi, quebraram um vaso de rua e começaram a atirar pedras nos policiais, que revidaram com balas de borracha. Uma das pedras estilhaçou um carro de reportagem do Estadão.

Estes são os comandados pacíficos de Bebel: queimam livros, depredam o patrimônio público, atacam a polícia. O mais escandaloso: uma comissão da Apeoesp estava reunida com representantes do governo. Não há acordo. Os sectários dizem que só suspendem a greve — de uma extrema minoria — se as reivindicações forem atendidas; o governo diz que só continua a conversar com o fim da greve, no que faz muito bem.

Este ato de hoje, politicamente falando, foi planejado ontem no encontro de Bebel com Dilma Rousseff. A candidata do PT é, na prática, co-responsável pela bagunça e por uma eventual tragédia que decorra do absurdo sectarismo dos militantes petistas disfarçados de sindicalistas.

Alguns dirão: “Ah, seu título força a barra…” Força? Onde estava ontem Bebel, que Dilma chamou de “querida”? No palanque da candidata, num evento de mulheres metalúrgicas, o que evidencia o caráter político-partidário do encontro. Ou a Bebel petista é só aquela pacífica, e esta, que promove a arruaça e marca assembléia em local proibido, afrontando a lei, não é mais partidária de Dilma?

A provocação é de tal ordem que a presidente da Apeoesp marcou o próximo protesto para quarta-feira, dia 31. O sindicato faz as suas assembléias às sextas-feiras. Na quarta, Serra deixa o governo do Estado para se candidatar à Presidência. Bebel pretende que isso se dê com as ruas de São Paulo transformadas em praça de guerra por sua tropa de choque. O ideal mesmo seria, sei lá, produzir um cadáver!!!


Bebel praticamente já combinou com as primeiras páginas dos jornais paulistas: está prevista uma foto do presidenciável tucano ao lado de outra com o “protesto” da Apeoesp — o ideal é que seja o flagrante de um policial “reprimindo” um partidário de Dilma disfarçado de professor.

Os petistas descobriram como é fácil agredir a essência da democracia e ainda aparecer nos jornais e sites noticiosos como vítimas. Passem adiante este texto e esta foto dos partidários de Dilma queimando livros. Eis a civilização deles!

Surge um site para aprender a mobilizar. Entre, a casa é sua.



O site Mobiliza tem vários materiais estratégicos para quem, como os Blogs pela Democracia, pretendem participar da mobilização do eleitorado pela web. Estão postados vídeos sobre com tutorial para orkut, youtube e twitter. E várias dicas de como usar a web e a blogosfera, com downloads de manuais. Entre, a casa é sua. Vamos mobilizar a maior rede de blogs na internet.

Serviço de "porcón"? Procon neles!


Clique e leia a matéria de O Globo.



Ontem os moradores da petista Osasco receberam de Dilma e Lula apartamentos do Minha Casa, Minha Vida, sem azulejos. Disseram que era para ser assim mesmo, para que cada um comprasse da cor que mais gostasse. O telefone do Procon de Osasco está aí em cima. Contra este tipo de vantagem, use o cartaz e divulgue o telefone do Procon da sua cidade.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Divulgue e preste um serviço de utilidade pública.



Pela segunda vez, hoje, Lula foi condenado por crime eleitoral. Cuidado! Ele é perigoso. Alerte o eleitorado.

Lula e o medo da mídia.



Clique na matéria para ler. Lula investe contra a Imprensa, na sua ânsia de querer ser uma unanimidade. Uma bela pauta para os nossos Blogs pela Democracia.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Manifestante "espontânea" em Cuba

Outra manifestante "espontânea" contra as Damas de Branco na ilha prisão dos genocidas e traficantes Castro.

Dilma é rejeitada pelas mulheres. PT quer saber por quê.

PT busca razões para rejeição de Dilma

Paulo de Tarso Lyra, de Brasília, para o Valor Econômico

O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia do lançamento da pré-candidatura presidencial de Dilma Rousseff, afirmando "mulherada do meu querido Brasil, essa é uma oportunidade ímpar de vocês irem à luta para fazer valer o interesse de vocês" ainda não sensibilizou o eleitorado feminino. A petista perde para José Serra (PSDB) em todos as pesquisas recentes que avaliaram a intenção de voto entre as mulheres. No Datafolha, Serra tem 33% de intenções de votos entre as mulheres e Dilma 24%. Na CNT/Sensus, os resultados são parecidos: Serra tem 33,4% e Dilma 24%. E na CNI/Ibope, divulgada na quarta-feira, Serra tem 37% e Dilma, 25%.
Lula tem repetido em suas viagens pelo país que Dilma é sua candidata. Na festa de pré-lançamento da candidatura, as mulheres do PT encheram o auditório com bandeiras da legenda na cor roxa. O presidente lembrou dos tempos de metalúrgicos, exaltou a emancipação feminina, elogiou a disposição das mulheres para a tripla jornada de trabalho. E convocou-as para votar na chefe da Casa Civil. "É um momento extraordinário para que se deem as mãos e saiam à luta para ganhar as eleições".
Mesmo assim, 44% das mulheres entrevistadas pelo Ibope desconhecem o apoio político de Lula a Dilma. Entre os homens, esse desconhecimento é de 33%. Em relação ao eleitorado masculino, a situação é diferente: Dilma disputa voto a voto com Serra a preferência entre os homens. Na pesquisa Ibope, ela chega a ter mais votos que o tucano: 36% a 34%. No Datafolha, os dois pré-candidatos empatam (32% a 32%) e na CNT/Sensus, Serra tem uma discreta vantagem (33% a 31,9%).
A secretária nacional de mulher do PT, Laisy Moriere, admite a necessidade de um discurso específico para o público feminino. Mas acha que ainda não há motivos para alarme. "Hoje não existe ainda a campanha propriamente dita. Quando ela começar de verdade, vamos fazer um trabalho para mobilizar as mulheres do PT", disse Laysi. Ela convoca também a militância feminina dos demais partidos aliados para se engajar na tarefa de divulgar a candidatura Dilma entre as filiadas.
Para Laysi, além do discurso óbvio de que Dilma foi a primeira ministra de Minas e Energia do país, a primeira chefe da Casa Civil - responsável pelo comando administrativo do governo - e a primeira pré-candidata do PT a presidente, Dilma vai beneficiar-se das ações desenvolvidas nos últimos oito anos. "Foi no governo Lula que a Secretaria Especial dos Direitos das Mulheres foi criada. Isso não é pouca coisa, é muita coisa", defendeu Laisy.
Mas representantes do movimento feminino ouvidas pelo Valor têm uma série de ressalvas. Para elas, nem Dilma nem Marina Silva (PV) foram capazes de personificar, até o momento, o ideário feminino. Na opinião destas entidades, se Dilma é de fato a continuidade do governo Lula, como vem sendo afirmado, ela não trará muita coisa além do que já foi feito.
Um dos pontos de resistência, por exemplo, é o recuo do governo em relação ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH). As entidades feministas temem que o Executivo ceda às pressões e desista de abrir o debate sobre a legalização do aborto. Quase 70 entidades divulgaram nota, assinada pela secretária nacional das jornadas brasileiras pelo direito ao aborto legal e seguro, Paula Viana, defendendo que "o texto do 3º PNDH seja mantido em sua integralidade e dispondo-se a um novo encontro com o ministro (Paulo Vannuchi, dos Direitos Humanos), caso necessário". A primeira reunião aconteceu no dia 24 de fevereiro.
A subsecretária de articulação institucional da Secretaria Especial dos Direitos da Mulher, Sônia Malheiros Miguel, acredita que a resistência do eleitorado feminino em votar em outra mulher vem atrelada ao machismo que domina a sociedade brasileira. "Temos 50% da população, 51% do eleitorado, mas ainda somos sub-representadas do ponto de vista político". Sônia lembra as dificuldades de inserção das mulheres no mercado profissional e as discrepâncias salariais em cargos equivalentes aos ocupados pelos homens.
Laysi Morieri acrescenta que, mesmo dentre aquelas que obtém sucesso, o funil vai se estreitando à medida que se sobe na escala hierárquica. "Temos uma infinidade de juízas de primeira instância. Mas no Supremo Tribunal Federal, são duas ministras e nove ministros", exemplificou.
A Secretaria Especial dos Direitos das Mulheres contratou um instituto independente para realizar, a partir de abril, uma pesquisa para tentar descobrir os motivos da baixa representação feminina nas instâncias decisórias do país. Mas Sônia Malheiros acha precipitada qualquer avaliação sobre o êxito de Dilma nas eleições de outubro. "Ainda é cedo para sabermos se o discurso de Dilma vai ou não encontrar eco junto ao eleitorado feminino".

PTólatras anônimos

domingo, 21 de março de 2010

2010 - Cristais quebrados

ELE TEM TODA RAZAO NO QUE DIZ.
NÓS É QUE SOMOS CEGOS, SURDOS E BURROS...


*Carlos Vereza

Não é necessário ser profeta para revelar antecipadamente o que será o ano eleitoral de 2010.

Ou existe alguém com tamanha ingenuidade para acreditar que o “fascismo galopante” que aparelhou o estado brasileiro, vá, pacificamente, entregar a um outro presidente, que não seja do esquema lulista, os cargos, as benesses, os fundos de pensão, o nepotismo, enfim, a mais deslavada corrupção jamais vista no Brasil?

Lula, já declarou, que (sic) “2010 vai pegar fogo!”. Entenda-se por mais esta delicadeza gramatical, golpes abaixo da cintura: Dossiês falsos, PCC “em rebelião”, MST convulsionando o país… Que a lei de Godwin me perdoe - mas assistiremos em versão tupiniquim, a Kristallnacht, A Noite dos Cristais que marcou em 1938 o trágico início do nazismo na Alemanha.

E os “judeus” serão todos os democratas, os meios de comunicação não cooptados (verificar mais uma tentativa de cercear a liberdade de expressão no país: em texto aprovado pelo diretório nacional do PT, é proposto o controle público dos meios de comunicação e mecanismos de sanção à imprensa). Tudo isso para a perpetuação no poder de um partido que traiu um discurso de ética e moralidade ao longo de mais de 25 anos e, gradativamente, impõe ao país um assustador viés autoritário. Não se surpreendam: Há todo um lobby nacional e internacional visando a manutenção de Lula no poder.

Prêmios, como por exemplo, o Chatham House, em Londres, que contou com “patrocínios” de estatais como Petrobras, BNDS e Banco do Brasil, sem, até agora, uma explicação convincente por parte dos “patrocinadores”; matérias em revistas estrangeiras, enaltecendo o “mantenedor da estabilidade na América Latina”. Ou seja: a montagem virtual de um grande estadista…

Na verdade, Lula, é o übermensch dos especuladores que lucram como “nunca na história deste país”.

Sendo assim, quem, em perfeito juízo, pode supor que este ególatra passará, democraticamente, a faixa presidencial para, por exemplo, José Serra, ou mesmo Aécio Neves?

Pelo que já vimos de “inaugurações” de obras que sequer foram iniciadas, de desrespeito às leis eleitorais, do boicote às CPIs, como o da Petrobras, do MST e tantos outros “deslizes”, temos o suficiente para imaginar o que será a “disputa” eleitoral em 2010.

Confiram.

Carlos Vereza- ator

PARA QUEM NÃO SABE, CARLOS VEREZA FOI UM DOS FUNDADORES DO PT.

Já somos 154 blogs pela Democracia.

Hoje registramos a adesão do Instituto Millenium e dos Aposentados e Demitidos da Varig, entre outros. Não vamos esquecer quem quebrou a Varig: Dilma Rousseff! Visite www.blogspelademocracia.blogspot.com e conheça a nossa rede.

PETRALHOGRAMA

Do autor do blog Contra a Correnteza, citado por Reinaldo Azevedo.

Eles estão com medo.

Do vermelhíssimo Mauro Santayana, no Jornal do Brasil, hoje:

A campanha eleitoral deste ano vai, queira-se ou não, avançar fundo na questão da moral política. É um engano dos marqueteiros supor que aos pobres não interessa o discurso ético. Entre outros grandes benefícios do atual governo houve o de – ao libertar os mais pobres da dependência com relação aos chefes locais – ampliar a sua percepção do certo e do errado em matéria política. Mesmo que nos abstivéssemos dos juízos morais, haveria que se considerar a clássica relação entre os custos e os benefícios. A companhia de Jefferson, Collor e Argello compensará as restrições do eleitorado, mormente depois dos ataques que virão, certamente dos adversários, em plena campanha, mediante os blogs, o YouTube, o Twiter, os torpedos dos celulares? No passado, as campanhas eleitorais se faziam por correspondência. Tanto no Império quanto na República Velha, eram famosas as circulares que os candidatos faziam chegar aos grandes eleitores, ou seja, aos líderes naturais de suas comunidades. Além dessas circulares, havia os jornais impressos, que, em linguagem apaixonada e muitas vezes desabrida, tomavam partido político e excitavam o debate eleitoral. Hoje, e com uma influência imensurável, a internet está aí. Para o bem e para o mal. É necessário pensar que se trata de um sistema de comunicação sem regras claras e muitas vezes sem pudor. A rede serve de veículo para a difamação e a calúnia. Mas serve, da mesma forma, para a mobilização das massas, como temos visto em alguns episódios no exterior.

sábado, 20 de março de 2010

Greve dos "professores" em São Paulo - a corja começa sua agitação, falta o "quarto elemento", o PCC, como já foi feito no passado

Quem merece o diploma de Presidente?



Clique no quadro e conheça o currículo acadêmico verdadeiro dos candidatos. Formação com diploma. Certificada. Esse negócio de cursar disciplinas em mestrado e doutorado é um grande 171. Não titula. Como podemos ver, não é só o currículo eleitoral da boneca inflável que é sofrível. O currículo acadêmico, manchado pela mentira, também é muito fraquinho.

Em que pessoa você vai votar?



Clique na tabela e saiba de onde eles vieram, o que fizeram na juventude, como entraram na política, com quem casaram, enfim, conheça um pouco mais dos seres humanos (ou nem tanto assim!) que querem o seu voto.

Os cubanos preferem mais ação e menos conversa

tirado blog http://claudiomafra.wordpress.com/

SOMOS CONTRA USAR A VIOLÊNCIA PARA O REGIME COMUNISTA CAIR !




O insuportavel Celso Amorim resolveu adotar a cantilena cubana: se os Estados Unidos suspenderem o bloqueio tudo se resolve na ilha. É o contrário. Com o regime mais generoso, oferecendo produtos e melhor infra-estrutura, ele não se democratiza, apenas fica mais forte. É por essa razão que nenhum presidente americano, nem mesmo Obama, tomou essa medida. E depois de 51 anos, com pessoas nascendo e morrendo dentro daquele inferno, já podemos dizer que a ditadura se eternizou.

Se amanhã tivessemos um presidente peitudo nos Estados Unidos, e se ele resolvesse enviar um porta-aviões para as águas cubanas, e alguns caça- bombardeiros partissem para liquidar com os canalhas que roubam e atormentam o seu povo , o que vocês acham que aconteceria ? Eu tenho certeza que seria a maior gritaria MESMO DAQUELES QUE SÃO CONTRA O REGIME CUBANO, no Brasil, e em todo o mundo: ” Agressão! Selvageria! Prepotência! Unilateralismo! Civis mortos na brutal ação americana!”

Então, meus amigos, nós precisamos oxigenar os nossos cérebros, mesmo que eles sejam de mingau de tapioca. Vamos continuar no papel de observadores ” indignados” enquanto se desenrolam mais 20 anos de escravatura em Cuba ? Lembrem-se que a URSS acabou em 1990 e não aconteceu nada com os comunas cubanos. A ditadura se aguenta, se adapta, mesmo quando tudo ao seu redor desmorona.

Podemos nos dar ao luxo de ser contra ações militares. A razão é simplíssima: não moramos lá. E também não queremos a morte de inocentes em um bombardeio. E também não queremos “exceções”, “ intervenções” cujas conseqüências no futuro desconhecemos, não é mesmo ? Aceitamos tudo, menos brigar. Mesmo nas guerras justas. A verdade é que se trata de uma preguiça mental colossal que não nos permite fugir do escaninho confortável da nossa lógica criada durante a Guerra Fria. Mas, a Guerra Fria acabou! Não vai haver mais o fim do mundo com os mísseis atômicos! Não existe mais ninguém para tomar as dores do comunismo em Cuba!

Perguntem aos cubanos o que eles preferem. Acabar com Fidel , Raul, e corja, tornando-se homens e mulheres LIVRES, mesmo ao custo de vidas de civis, ou permanecerem humilhados, aterrorizados, criando filhos em um regime de campo de concentração, permitida a visita de turistas para ver os curiosos espécimes que vivem naquele lugar perdido no tempo. Eles gostariam é de lutar, dar tiros, apoiando uma intervenção.

Fugir de Cuba é difícil, além de ser necessário muito dinheiro. Uma lancha para pegar pessoas na costa cubana e zunir para longe custa 10 mil dólares- o salário de um médico durante 40 anos- e ainda existem as complicações de entrar escondido no país de destino.Os cubanos só conseguem fugir com a ajuda de parentes que estão no exterior. Mas, vamos deixar que o tempo resolva tudo, porque nós… não moramos lá!

Sabemos muito bem que não é o apoio de Lula, Chavez e outros, que mantêm o regime cubano. Tivemos Fernando Henrique, tivemos outros presidentes na A. Latina e nos Estados Unidos. Como é que os malditos carrascos permanecem firmes e fortes, desafiando a opinião pública mundial ? Talvez seja porque nós, e o mundo, apenas continuamos escrevendo e escrevendo convincentes textos onde mostramos a barbaridade que impera na ilha. Mas, e uma ação militar ? De jeito nenhum! Não ousamos pensar nessa alternativa, embora não tenhamos justificativa moral, e mesmo política, para justificar a nossa inação. Que espécie de ordem internacional estamos defendendo ?

Apenas os nossos governos militares trataram a ditadura cubana da maneira que ela merece. Os presidentes civis sempre se comportaram muito mal, desde Jânio Quadros, condecorando Che Guevara, até os dias de hoje. Já tivemos momentos de maior lucidez com respeito ao problema.

Os Estados Unidos atacaram os Balcans, Kosovo, e nós achamos muito natural porque os muçulmanos estavam sendo mortos, aquilo era genocídio. No entanto, pouco conhecíamos sobre o problema. Mas, o que está acontecendo em Cuba, aqui, do nosso lado, também é brutal, e estamos muito bem informados, sabemos do sofrimento dos cubanos, e nem assim deixamos de lado a nossa alienada trajetória pacifista.

E nós ficamos satisfeitos porque eles não assassinaram a Yoani Sanchez. Achamos que é o suficiente. Bando de pamonhas.

Se acontecer o milagre da eleição do Serra eu desde já tenho uma sugestão: Convocar uma reunião da OEA e propor um prazo para eleições na ilha,que seriam realizadas sob supervisão internacional. Caso contrário teríamos uma força militar das Américas, pronta para a intervenção. Os Estados Unidos se encarregariam de mandar os aviões e liquidar o assunto. A Europa não faz assim ? Não finge que é a OTAN, ou a ONU, e deixa os Estados Unidos fazerem o serviço sozinhos ? Ah, acontece que a OEA não vai apoiar a proposta. É mesmo ? Mas será a NOSSA proposta. Isso sim, vai ser bonito. Vamos nos redimir da política internacional de cafajestes que adotamos. Ficaríamos orgulhosos. E sermos contra Fidel muda um bocado de coisa no sistema interamericano. Já pensaram no alento, no fôlego para o pobre povo cubano, ter conhecimento de que até que enfim alguém está tentando fazer a coisa certa ? Essa posição corajosa traria o respeito mundial para o Brasil e por suas aspirações de maiores responsabilidades na comunidade internacional. Exatamente o contrário de ficar apoiando Coreia do Norte, Congo, Sri Lanka, Mianmar, Sudão, Iran, Venezuela e outros países delinquentes. Claro que Serra romperia com Chavez, e iriam para o congelador as nossas relações com Morales, e o Correa, e o Ortega e, sem dúvida, Fidel ficaria satisfeitíssimo, daria um pulo da cama do hospital, e somente de fraldas correria pelas ruas com um fuzil na mão aos berros de patria o muerte e…..

Bom, o despertador tocou e eu acordei.

PT, minhas casas, minha vida.

Clique e leia a matéria da Isto É sobre a campanha milionária de Dilma Rousseff. Eles não entregam as casinhas do Bancoop para alugar as mansões de Brasília. O melhor exemplo do que os trabalhadores de mentira fazem com o dinheiro desviado dos trabalhadores de verdade.

Vem aí o voto web. Essa é a nossa praia.

Clique a leia a matéria do estadão

Artigo revela o que vai no íntimo de Lula

Clique sobre a imagem e leia

sexta-feira, 19 de março de 2010

Olha ela aqui outra vez.

A manifestante popular "expontânea", que está em todos os ataques as corajosas Damas de Branco em Cuba. O que será que ela ganha além do transporte até o local? Um sanduichinho de jamon?



Royalties: mais um artigo para abrir os olhos dos cariocas.

O mau combate

Maria Cristina Fernandes, no Valor Econômico

Como ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral não pode ter seu conhecimento do jogo parlamentar colocado em dúvida. Mas a aritmética mais rudimentar já antevia o resultado da votação dos royalties. Fluminenses e capixabas conseguiram arregimentar meia dúzia de votos para além de suas divisas estaduais na Câmara. Agiram como se o canto mais bonito do Brasil, que vai sediar os dois eventos esportivos mais gloriosos do mundo, não carecesse de aliados. Seria preferível chamá-los de ladrões e oportunistas. Para ser coerente, o primarismo só podia acabar mesmo em choro.
O que mais impressiona nesta sucessão de trapalhadas do governador fluminense na batalha dos royalties é a insistência no erro. Está claro que o Rio não pode perder R$ 7 bilhões da noite para o dia, mas não é chamando o resto do Brasil de covarde, como na manifestação da quarta-feira, que se vai conseguir reverter a derrota da partilha dos royalties no Senado. Cabral desprezou os discursos na manifestação de ontem. O Rio só precisa de música, explicou. Mas para vencer a aritmética terá que recorrer à política.
Inconformidade com as calçadas de porcelanato dos emirados fluminenses sempre houve, mas o direito das regiões produtoras aos royalties já adquiridos estava completamente fora de pauta. Só o desprezo pelo princípio de que o embate de ideias não passa pela desqualificação dos interlocutores pode justificar a vitória da emenda dos deputados Ibsen Ribeiro (PMDB-RS) e Humberto Souto (PPS-MG) na Câmara.
A ideia original do Executivo era remeter a questão dos royalties para uma lei a ser votada depois do marco regulatório do pré-sal. Por pressão dos Estados não produtores, um texto com um novo modelo de repartição começou a ser negociado entre Congresso, Palácio do Planalto e governadores. Foi nessa fase que Cabral radicalizou tanto com acusações públicas à "boiada, maioria burra que fica discutindo percentual" (Valor, 28/12/2009), quanto em bate-boca que o antagonizou com ministros do governo nas intermináveis reuniões em que o texto foi discutido no fim do ano passado.
Dessa radicalização, saiu aparentemente vitorioso com um texto que preservava, em grande parte, a fatia dos rendimentos de seu Estado com o petróleo acima e abaixo da camada de sal. O Congresso entrou em recesso e o governador parecia tão seguro de sua estratégia de enfrentamento que tratou de replicá-la na montagem do palanque da ministra Dilma Rousseff no Estado .
Ao invés de começar a bater perna pelo interior, onde parece lhe faltar votos, chegou a afirmar, de seu camarote de anfitrião na Marquês de Sapucaí, que não admitiria dividi-lo com Anthony Garotinho, adversário de seu projeto de reeleição. Nem Jaques Wagner, um dos mais próximos governadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ousara colocar a questão nesses termos face à candidatura do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, ao governo da Bahia.
Passado o Carnaval, não apenas a candidatura Garotinho havia avançado, como a boiada rival de Cabral já tinha sido contaminada pelo germe do antagonismo às pretensões fluminenses e capixabas. Contaram ainda com a pressão dos prefeitos - o exército mais organizado das eleições de outubro - que afluíram em manada a Brasília no dia da votação. Uma solução mais negociada foi tentada até a última hora, mas o Rio só aceitava tudo. Ficou sem nada.
Nem a derrota lhes devolveria a humildade. Numa referência indireta ao deputado gaúcho, que teve seu mandato cassado em 1994, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, atribuiu o resultado da votação a "uma gente que só entra na vida pública para fazer besteira". A tática terrorista arregimentou a Confederação Brasileira de Futebol e o Comitê Olímpico Brasileiro para atestarem a inviabilidade da Copa e da Olimpíada sem o dinheiro dos royalties.
A radicalidade da solução Ibsen levou o governador de São Paulo, José Serra, tão aquinhoado quanto o Rio pelo pré-sal, a se manifestar com a cautela de não somar ao calejado estigma de São Paulo contra a federação o tom empedernido da manifestação fluminense.
Nem a Dilma nem a Serra interessa buscar voto num Estado contaminado pela propaganda de que teriam sido omissos frente aos interesses locais. Mas a esta altura a entrada de ambos no front os coloca na condição de credores de Cabral - posição em que Lula reinava soberano.
A reversão do texto no Senado está longe de ser uma batalha perdida para o Rio. A começar pela escolha de argumentos mais racionais. O petróleo é tributado no destino. Sem royalty nem ICMS o Rio não sobrevive.
A renda gerada pelo minério é apropriada fora de seu local de produção, que é contaminado por problemas com violência e prostituição. Foi essa a lógica que mobilizou a legislação em vigor. A permanência acentuada desses problemas nos Estados campeões do petróleo indica que este é um problema que extrapola suas divisas - basta contar quantas vezes as forças nacionais de segurança já saíram em socorro do Rio.
Neguinho da Beija-Flor, um dos ideólogos do movimento, lançou o slogan "O Rio de Janeiro viu primeiro". Mas a alegoria desta nova etapa da exploração do petróleo no país parece ser outra. Por mais que Cabral tenha confiado no apoio de Lula ao quinhão fluminense, a situação do Rio já estava comprometida desde que o presidente enfiou as mãos no óleo e engatou o discurso da redenção nacional.

Royalties: vamos ajudar o Rio a entender quem são os vilões da história.



Clique na imagem, salve e mande um "santinho" para os seus amigos cariocas!


Os Blogs pela Democracia podem prestar um grande serviço aos cariocas, se ajudá-los a entender quem são os responsáveis pelo problema dos royalties do petróleo. Só mesmo muita ingenuidade para achar que um deputadinho gaúcho tenha a força e o poder de definir questão desta natureza. Ingenuidade conduzida por políticos de má fé. Leiam, abaixo, o artigo de Dora Kramer, no Estadão:

Um gesto mais bem recebido, correspondente à fidelidade que Cabral dedica a Lula, teria sido uma ligação pessoal do presidente, propondo algo a mais que o veto presumido. Se a Câmara deu votos para aprovar a emenda, pode perfeitamente dar votos para derrubar o veto. Hoje o governo do Rio gostaria que o Palácio do Planalto fizesse duas coisas: retirasse a urgência constitucional para a votação do ponto relativo à partilha dos royalties e trabalhasse pelo adiamento da votação no Senado para depois das eleições. Agora não há clima para se discutir nem negociar nada com racionalidade. A pedido do governador Sérgio Cabral,o senador Francisco Dornelles entrou no jogo com a missão de desarmar a bomba por enquanto.Articula-se também com o presidentedoSenado,José Sarney,a procrastinação da entrada do assunto em pauta. Lula até agora não deu sinal algum de que fará algo além da promessa do veto. Ao contrário. Ontem mesmo disse que esse tema é “problema do Congresso”. O risco de o eleitorado se voltar contra o governador Sérgio Cabral, por ter se fiado só na palavra do presidente, é grande. Na proporção direta da tentativa de neutralizar o potencial malefício mobilizando a população “em defesa do Rio”. Saiu na frente, antes que na oposição atribua a ele a responsabilidade de ter levado o assunto para o campo da amizade com Lula. Antes que o eleitorado perceba que a emenda Ibsen Pinheiro só prosperou porque o governador e o presidente permitiram.Ibsen é do PMDB,o maior parceiro do governo federal. Henrique Eduardo Alves, que incluiu como relator a emenda na proposta final da alteração da mudança nas regras de exploração do petróleo, é líder do PMDB na Câmara.Ao PMDB pertence o governador Sérgio Cabral. Ninguém viu o que se passava, ninguém falou com ninguém. Haverá consequências político eleitorais? Depende. Se o eleitorado fluminense continuar fazendo o gaúcho Ibsen de Judas,o governador seguirá no papel de herói.Mas se a percepção se apurar ao ponto de as pessoas enxergarem a existência de um erro de origem que foi deixado prosperar, Lula, Cabral e Dilma podem se tornar os vilões da execução de um plano que abriu espaço para a emenda que arruína o Rio.

Roberto Jefferson: a corrupção faz parte da alma do PT

Roberto Jefferson: a corrupção faz parte da alma do PT.
São ideológicos, por isso corrompem


ROBERTO JEFFERSON, para Folha de São Paulo
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As oligarquias aliaram-se ao PT pensando que iriam dominá-lo, mas se deu o contrário, porque elas não têm projeto--------------------------------------------------------------------------------
UM DOS traços constantes da vida brasileira é a coexistência de dois tipos heterogêneos e incomunicáveis de política: a "profissional", cuja única finalidade é o acesso a cargos públicos para a conquista de benefícios pessoais ou grupais, e a socialista (ou "capitalismo burocrático-corporativo", como define o sociólogo Fernando Henrique Cardoso), empenhada na conquista do poder total sobre a sociedade.
A segunda vale-se ocasionalmente dos instrumentos da primeira, mas, sobretudo, cria os seus próprios: os "movimentos sociais" (o adestramento de formidáveis massas militantes dispostas a tudo), a ocupação de espaços na administração federal e em áreas estrategicamente vitais e, por último, mas não menos importante, a conquista da hegemonia cultural.
As próximas eleições vão opor, numa disputa desigual, a política socialista à profissional. Esta emprega os meios usuais de propaganda, enquanto aquela utiliza todos os meios disponíveis (inclusive os heterodoxos).
O político profissional tem a seu favor somente os eleitores, que se manifestam a cada quatro anos e depois o esquecem, enquanto o socialista tem a vasta militância, pronta a matar e a morrer por quem personifica suas aspirações.
O voto, ainda que avassaladoramente majoritário, não afiança ninguém no poder. O que garante a supremacia é a massa organizada, disposta a apoiar o eleito todos os dias e por todos os meios. Vejam a situação da governadora do Rio Grande do Sul: quando a oposição se vangloriou de ter "varrido o PSDB do Estado gaúcho", não percebeu que tentara expulsá-lo apenas de um cargo público.
O maior erro que as débeis oposições cometem é não saber enfrentar o modelo político socialista.
É de acentuar que a quase totalidade do empresariado nacional já foi cooptada e aceita naturalmente o petismo, que se adonou e faz uso do histórico caráter patriarcal do Estado brasileiro -sedimentado pela ditadura militar- em seu benefício.
O estatismo foi reconfigurado. É mais fácil controlar mecanismos reguladores (em todos os níveis) e instâncias de fomento e financiamento, que tornam reféns de seus interesses os capitães da indústria privada.
Na discussão orçamentária, os políticos profissionais preocupam-se apenas com emendas que podem fortalecê-los em suas bases, proporcionando-lhes benefícios particulares.
Nenhum deles confronta a tradição doutrinária de controle da máquina pública e do exercício do poder, delineada desde Maquiavel.
Seguidor de Lênin, Trótski, Stálin e Gramsci, o petismo, por meio de seu núcleo dominante, abriu mão da luta armada, mas não do objetivo revolucionário. E valem-se da União, a garantidora de empréstimos a municípios e Estados. É o clientelismo, dos quais são porta-vozes os políticos de todos os partidos, que, assim, jogam pelas regras estabelecidas por aqueles que detêm o poder decisório.
A eventual saída do PT da Presidência, porém, não mudará esse quadro. Porque os aparatos administrativo-arrecadadores (Receita Federal, INSS) e fiscalizadores senso estrito (policial e judicial), além da órbita cultural, foram aparelhados.
O PT detém controle também sobre os sindicatos, o funcionalismo público, o aparato repressivo (MPF e PF, usados para destruir seus inimigos, fazendo terrorismo e chantagem política), os estudantes, os camponeses, a igreja, a intelectualidade artística, universitária e jurídica.
Se eleito, portanto, José Serra vai comandar uma máquina estatal dominada por adversários, muitos deles indicados para atuar em tribunais superiores. Sem esquecer o MST, que mantém acampamentos ao longo das principais rodovias (e pode, a qualquer momento, paralisar o país).
No Brasil, hoje, não há mais escândalos. Ficam uma semana nos jornais e na TV, depois ninguém mais se lembra deles. Não produzem consequências judiciais, porque o sistema é pesado e dominado por uma processualística interminável, da qual decorre a impunidade. O caso do mensalão é emblemático.
O PT deu caráter rotineiro a tudo isso na vida brasileira. As oligarquias aliaram-se ao partido pensando que iriam dominá-lo, mas se deu o contrário, porque elas não têm projeto.
O PT, contudo, tem, e o põe em prática planejadamente, sistematicamente, em todos os níveis. Segue a lógica da revolução, quer construir o socialismo (quem sabe à maneira de Fidel, que Lula e sua turma tanto incensam?). Os petistas acreditam nisso.
Não são apenas corruptos, são ideológicos e, por isso, corrompem. E, no processo de destruição, vale tudo.
Para combater a hidra, é preciso conhecê-la, armar-se e propor um projeto diferente de país. Não se enfrentam tanques com bodoques, mas com mísseis. E, se vierem mísseis em represália, joga-se a bomba atômica.
Quem vai fazer isso?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Protesto "popular espontâneo" pró Fidel

O "popular" agente Rodney:


Tirado de http://www.penultimosdias.com

Chavões oficiais cubanos

“feroz campanha midiática”

“provocação contrarrevolucionária”

“maquinária anticubana”

“potência moral”

“grupúsculos contrarrevolucionários”

“diplomatas europeus evasivos”

“cérebros que trabalham para o mal”

“diminuida e arcaica Europa”

Por isso já niguém mais acredita neles.

Editorial O Globo: Estado e Governo

Estado e governo

Como nas anteriores, na atual epidemia de populismo que grassa na América Latina uma das características é o continuísmo. A perpetuação no poder é marca registrada do chavismo exportado da Venezuela para a Bolívia e o Equador, com ramificações na Nicarágua. A mesma bactéria é encontrada na Casa Rosada, onde laços matrimoniais são usados para manter o casal Kirchner dando as ordens.
No Brasil, devido a instituições republicanas revigoradas por duas décadas contínuas de estabilidade democrática e respeito ao estado de direito, a praga do continuísmo não contaminou o Planalto. Lula teve a clarividência de desestimular áulicos que se dispunham a usar a popularidade presidencial no projeto do terceiro mandato, e de não dar ouvidos àqueles no PT seduzidos pela fórmula bolivariana do ataque à democracia pela via supostamente democrática do plebiscito. Até hoje há petista defensor de uma constituinte exclusiva para executar a reforma política, onde reside o risco de se abrir uma brecha para se inocular o continuísmo no país. A demonstração de maturidade de Lula, entretanto, não significa que o Brasil está protegido de tentações continuístas. O cacoete da perpetuação no poder, talvez derivado de traços do autoritarismo salvacionista existentes na formação da sociedade, persiste, como bem identificou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto.
Em julgamento de uma reclamação de partidos da oposição contra o uso da máquina pública na campanha deflagrada há tempos por Lula em favor da sua candidata Dilma Rousseff, Ayres Britto foi ao ponto: "Governantes costumam confundir projeto de governo com projeto de poder.(...) O mandato venceu, mas o governante tenta a continuidade, fazendo o sucessor (...)". É evidente o endereço do recado do ministro, até porque ele votou pelo acolhimento da denúncia. O julgamento foi suspenso empatado em três votos.
Há fragilidades na legislação eleitoral. Uma delas a que permite à Advocacia Geral da União (AGU) liberar Dilma para agir livremente de abril, prazo final de desincompatibilização, a junho, quando se tornará tecnicamente candidata. Ora, esta visão simplista e formalista faz com que candidatos oficiais sejam beneficiados. Daí ser de capital importância o TSE mediar conflitos entre oposição e situação, em torno do uso de recursos públicos em prol de partidos e candidatos, levando em conta o espírito da lei: dar condições de igualdade a todos na campanha.
É em julgamentos como este que o Judiciário deve ajudar na demarcação dos imprescindíveis limites entre governo e Estado.

quarta-feira, 17 de março de 2010

A mentira como um método

Enquanto isso na tirania cubana: popular "protesta espontâneamente" a favor de Fidel e contra os dissidentes

Assim age a repressão na tirania cubana.





Só que ela está em todas. Não tem o que fazer ou é armação da polícia política, fico com esta última hipótese.

terça-feira, 16 de março de 2010

Oposição prepara batalha virtual. Blogs tem importância fundamental.

Tucanato organiza infantaria virtual

De olho em 44 milhões de “conectados”, PSDB municia simpatizantes para tentar frear 518 mil militantes petistas

Daniela Lima

No laptop aberto sobre a mesa da sala de reuniões, a tela do computador revela uma infinidade de endereços eletrônicos organizados para consulta diária. De portais de grandes veículos de comunicação a pequenos blogs, tudo é minuciosamente avaliado. O homem que passa o pente-fino no enorme capital de informações virtuais é um dos mais importantes dentro da estratégia do PSDB para as próximas eleições. Eduardo Graeff, cientista político que foi secretário-geral da Presidência durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso, e amigo de José Serra desde 1978, é um dos comandantes da guerra que os tucanos travarão na internet, de olho num universo de pelo menos 44 milhões de eleitores.

Graeff coordena ao lado de outros nomes de destaque dentro do partido a estratégia que o PSDB começou a traçar desde o ano passado, pensando no potencial eleitoral da internet. Ele não trabalha com a possibilidade de ganhar votos com o debate virtual. É categórico ao afirmar que o eleitor que procura informações sobre políticos neste ou naquele espaço, geralmente, já tem predileção por algum candidato. Graeff trabalha para conseguir o que chama de “infantaria”.

A internet será a principal arma do PSDB para angariar aquilo que ainda é uma herança poderosa e invejada do Partido dos Trabalhadores: a militância. “Somos ruins de organização da base. O PSDB é um clube parlamentar. Para competir com os outros partidos, tudo bem. Mas para competir com o PT, não dá. O PT tem infantaria, a militância”, explicou.

A intenção dos tucanos é abastecer com informações — ou munição — os simpatizantes da candidatura de José Serra à Presidência. Desde números comparativos entre a gestão de FHC e a do presidente Lula até ataques pessoais à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata petista.

O PSDB hoje conta com pelo menos cinco blogs direcionados aos militantes. O Gente que Mente, no ar desde o ano passado, aposta na ironia. A fotografia de um caminhão atolado em uma rodovia ilustrava o site na última quinta, acompanhado da legenda: “Dilma dirigindo o Programa de Aceleração do Crescimento na Cuiabá-Santaré”. “A sátira funciona com nosso pessoal”, diz Graeff.

Mas há sob a batuta dos tucanos espaços que não ousam tanto. O blog Brasil com S dá a senha para aqueles que querem travar um debate qualificado. Artigos, números, textos repletos de informações técnicas e políticas. “O que a gente quer é que as pessoas vejam, divulguem e debatam. A internet é, em si mesma, um meio de organização”, acentua Graeff.

O PSDB investiu pesado para montar toda essa estrutura — que ainda não está pronta. A página oficial do partido será reformulada. Dará destaque às notícias produzidas pela Agência Tucana. Um time de peso foi escalado para coordenar o trabalho. Um grupo de jovens da Loops Mobilização Social, que trabalhou na campanha de Fernando Gabeira à prefeitura do Rio em 2008, integra a equipe. A jornalista Cila Schulman, titular na campanha de Gilberto Kassab à prefeitura da capital paulista, também foi escalada. O responsável por montar a plataforma de doações para o Teleton — programa que arrecada dinheiro para crianças atendidas pela Associação de Assistência à Criança Deficiente no SBT —vai viabilizar a arrecadação de fundos pela internet.
Matéria publicada no Correio Braziliense.

Um vídeo síntese sobre o PT: para divulgar em toda rede.



O deputado Stephanes Jr(PMDB-PR), filho do Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes(PMDB-PR) faz um discurso contundente contra o PT. O PMDB, destaque-se, é da base de apoio ao governo Lula. Divulgue na íntegra, edite, é importante que os brasileiros saibam o que um peemedebista pensa dos petistas.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Tropical máfia



Do blog Geração Y de Yoani Sánchez:

Uma chuva de acontecimentos está caindo sobre Cuba. As primeiras gotas chegaram no começo de janeiro, com a morte por desnutrição e frio de várias dezenas de pacientes do Hospital Psiquiátrico de Havana. O aguaceiro de problemas intensificou-se quando Orlando Zapata Tamayo faleceu, empurrado até o final pela indolência dos seus carcereiros e a cabeça dura de nossos governantes. Sobreveio então a greve de fome do jornalista Guillermo Fariñas e com ela nossas vidas cairam no centro de um tornado político e social cujos ventos fortes crescem a cada dia.

Paralelamente a estas borrascas, uma sequencia de possíveis escândalos de corrupção vieram colocar em xeque o poder em Cuba. Segundo rumores sabe-se de próximos a ministros com maletas de dólares escondidas nas cisternas, vôos comerciais cujos dividendos iam para as mãos de poucos e fábricas de jogos cujas enormes mais valias eram tiradas do país a toda velocidade. Entre os implicados parece haver homens que desceram da Sierra Maestra e que enriqueceram outorgando licitações à empresários estrangeiros que lhes davam suculentas comissões. O Estado tem sido saqueado pelo próprio Estado. O desvio de recursos chegou a níveis em que roubar um pouco de leite de uma mercearia parece brincadeira de crianças. Os hierarcas do poder nesta Ilha enchem as mãos a toda pressa, como se intuissem que a tempestade de hoje terminará por derrubar o teto sobre suas cabeças. Dá a impressão de que o país está em liquidação e muitos - de uniforme verde-oliva - aproveitam para levar o pouco que nos resta.

A imprensa calada, por enquanto, nos fala de glórias passadas, de aniversários a serem comemorados e afirma que a Revolução nunca esteve mais forte. Atrás da tela uma série de purificações se sucedem e as auditorias palpam as vísceras das nossas finanças para determinar que não resta nada por fazer ante o avanço da corrupção. A geração dos históricos não só nos apontou o caminho da simulação, como também difundiram a ideia de que as arcas da nação são manejadas como o próprio bolso. As águas negras das misérias éticas e morais, que eles mesmo tem alimentado e propiciado, acabarão por afogar a todos nós.

Traduzido por Humberto Sisley de Souza Neto

Se gritar pega ladrão...

25 anos de Nova República: o artigo de José Serra

Prisioneiros da democracia

Sejamos todos cativos da democracia. É a única prisão que presta tributo à liberdade. Repudiemos a sugestão de que menos democracia pode implicar mais justiça social

O Brasil comemora hoje os 25 anos da Nova República. Isso quer dizer que celebra um quarto de século de estabilidade política e de plena vigência do Estado de Direito, o mais longo período da fase republicana com essas características. Na primeira década da restauração da normalidade institucional, a democracia de massas firmou-se e afirmou-se no bojo da nova Constituição. E isso se deu apesar da morte do presidente eleito Tancredo Neves, da superinflação, do sufoco externo e do impeachment do primeiro presidente eleito pelo voto direto desde 1960.A partir da estabilidade de preços conquistada pelo Plano Real, a credibilidade externa foi sendo reconquistada, nosso setor produtivo tornou-se mais competitivo interna e externamente, as fronteiras do comércio se expandiram e, acima de tudo, deflagrou-se um processo cumulativo de acesso das camadas mais pobres a um nível mínimo de bem-estar social. E essa mudança não caiu, como diria alguém, da árvore dos acontecimentos. Foi uma construção.Durante muito tempo, a imagem do Brasil como o país do futuro foi para nós uma bênção e uma condenação. Se ela nos ajudava a manter a esperança de que um dia transformaríamos nosso extraordinário potencial em felicidade vivida, também nos condenava a certo conformismo, que empurrava, sempre para mais tarde, os esforços e sacrifícios necessários para a superação de limites. Durante um bom tempo, o gigante que um dia acordaria serviu mais à má poesia do que à boa política. E tivemos de dar o primeiro passo, aquele que, pode-se dizer agora, decorridos 25 anos, foi um ato de fato inaugural. E não que a fronteira tenha sido rompida sem oposições de todos os lados.Certo convencionalismo pretende que a história dos povos se dê numa alternância mecânica de ruptura e acomodação; a primeira engendraria mudanças que acelerariam a história, conduzindo a um patamar superior de civilização; a segunda concentraria as forças da conservação ou mesmo do reacionarismo, sendo fonte de perpetuação de injustiças.A nossa história de país livre não endossa esse mecanicismo. Sucedendo à monarquia constitucional, a República entrou em colapso em menos de 40 anos. Somente nos anos 90 tivemos o primeiro presidente Fernando Henrique Cardoso que, eleito pelo voto universal, transmitiu o poder a um presidente igualmente escolhido em eleições livres e que concluiu seu mandato. Em pouco mais de um século de República, o Brasil teve dois presidentes constitucionais depostos, um que se suicidou para evitar a deposição, um que renunciou e outro que foi afastado de acordo com as disposições da Constituição no período, o país experimentou duas ditaduras: a do Estado Novo e a militar.Como se nota, experimentamos mais rupturas do que propriamente acomodação e boa parte delas não pode ser considerada um bem. Enquanto aquele futuro mítico nos aguardava, as irresoluções foram se acumulando. Quando o Brasil, na década de 80, se reencontrou com a democracia, era visto como uma das sociedades mais desiguais do planeta, com uma dívida externa inadministrável, uma economia desordenada e uma moeda que incorporara a inflação como um dado da paisagem.A Nova República teve a coragem da conciliação sem, no entanto, ceder nem mesmo os anéis ao arbítrio. E isso só foi possível porque o povo brasileiro não se deixou iludir pela miragem de uma mudança por meio da força. Entre a democracia e a justiça social, escolhemos os dois. Nem aceitamos que a necessidade da ordem nos impedisse de ver as óbvias injustiças nem permitimos que, para corrigi-las, fossem solapadas as bases da liberdade. O povo ficou ao lado das lideranças que tiveram a clarividência de escolher a transição negociada. Aqueles eventos traumáticos que marcaram os 10 primeiros anos da Nova República não chegaram nem sequer a arranhar a Constituição. Ao contrário: curamos as dores decorrentes da democracia com mais democracia; seguimos Tocqueville e respondemos aos desafios da liberdade com mais liberdade.Essa vitória da mudança gradual sobre as ilusões da ruptura não se fez sem lutas. Milhões de brasileiros foram para as ruas, em ordem e sem provocações, exigir o voto popular direto para a Presidência e para todos os cargos eletivos. O movimento das Diretas-Já não foi imediatamente vitorioso, mas mostrou sua legitimidade e levou setores que apoiavam o "antigo regime" a perceber que uma nova ordem estava nascendo: a ordem democrática.Assistimos à Constituinte, às eleições diretas e à plena restauração da soberania popular. Esse tripé da consolidação democrática, com seus corolários alternância no poder e transição pacífica , são a base institucional que distingue o Brasil do presente daquele da fase da instabilidade. Foi a crença nesses valores que nos permitiu superar a ilusão de soluções radicais e imediatistas. A democracia, tornada um valor inegociável, permitiu que os sucessivos governos pudessem aprender com os erros de seus antecessores e os seus próprios, corrigindo-os, o que concorre para o aperfeiçoamento das políticas públicas.Não foram erros pequenos nem triviais. Alguns foram monumentais, como o confisco da poupança e a tentação, de um cesarismo doidivanas, de acabar com a inflação "num só golpe", confiscando a poupança popular. A democracia que nos permitia errar de modo fragoroso também nos permitiu um acerto histórico: a implementação, nos governos Itamar Franco e Fernando Henrique, do Plano Real. Ele nasce, sem dúvida, de uma engenharia econômica ímpar, de um rigor técnico até então desconhecido no Brasil nos planos de estabilização, mas acredito que uma das razões de seu sucesso nunca foi suficientemente considerada: ele foi amplamente negociado com a sociedade, com um razoável período de transição entre os dois regimes monetários. Mais uma vez, o gradualismo mostrava a sua sabedoria. A inflação não morreu com um golpe. Ela morreria com inteligência e democracia.O significativo avanço das condições sociais e a redução do nível de pobreza no Brasil, hoje exaltados em várias línguas, só se deram por conta de políticas que foram se aperfeiçoando ao longo de duas décadas, como a universalização do Funrural, os ganhos reais no salário mínimo e os programas de transferência de renda para famílias em situação de extrema pobreza. O atual governo resolveu reforçar essas políticas quando percebeu que "inovações" como o Fome Zero e o Primeiro Emprego fracassaram. Também é um dado da realidade que as balizas da estabilidade, cuja régua e compasso são o Plano Real, foram mantidas (mais no primeiro do que no segundo mandato).O crescimento, o desenvolvimento e o bem-estar não são manifestações divinas. Não estão garantidos por alguma ordem superior, a que estamos necessariamente destinados. Existem em função das escolhas que fazemos. Sou muito otimista sobre as possibilidades do Brasil. Se, antes, parecíamos condenados a ter um futuro inalcançável, hoje já se pode dizer que temos até um passado bastante virtuoso. Mas é preciso cercar as margens de erro para que continuemos num ciclo virtuoso. Dados recentes divulgados pelo IBGE demonstram que voltamos a ter um déficit externo preocupante e que a taxa de investimento está bem abaixo do desejável especialmente no caso do setor público para assegurar no futuro a expansão necessária da economia e do consumo. Afinal, os desafios que o Brasil tem pela frente ainda são imensos.Com a Nova República, o Brasil fez a sua escolha pela democracia e pelo Estado de Direito. É essa a experiência que temos de levar adiante, sem experimentalismos e invencionices institucionais. Porque foi ela que nos ensinou as virtudes da responsabilidade inclusive a fiscal. Fazemos, sim, a nossa história; fazemos as nossas escolhas, mas elas só são virtuosas dentro de um desenho institucional estável.Sejamos todos cativos da democracia. É a única prisão que presta seu tributo à liberdade. Assim, repudiemos a simples sugestão de que menos democracia pode, em certo sentido, implicar mais justiça social. Trata-se apenas de uma fantasia de espíritos totalitários. Povos levados a fazer essa escolha acabam ficando sem a democracia e sem a justiça.José SerraGovernador de São Paulo

sexta-feira, 12 de março de 2010

"Eu sou um bandido!" - carta-desabafo de um ex-preso político cubano contra Lula

RESPOSTA ABERTA AO PRESIDENTE LULA

Não se assustem não. Os chimpanzés, os grandes primatas e o GAP nada tem a ver com isso. Isto está relacionado com o meu passado cubano. Eu sou um ex–prisioneiro político, que, para o nosso Presidente, são comparáveis aos bandidos que lotam as prisões paulistas, e não teria direito a protestar, nem a fazer greve de fome, como o operário cubano Orlando Zapata, que morreu após 85 dias desse protesto.

Em 1961, eu tinha 20 anos. Desde os 16 lutei contra a Ditadura de Batista e anos depois tive que lutar contra a dos irmãos Castro, amigos fraternos do nosso Presidente. Na prisão de Cabana, dirigida por Che Guevara, passei várias semanas. Presenciei a morte de vários de meus companheiros estudantes, garotos até mais jovens do que eu. Também presenciei a morte do Comandante Humberto Sori Marin, que redigiu a primeira lei de Reforma Agrária quando lutava na Serra Maestra, junto aos irmãos Castro, e depois lutou contra a ditadura implantada por eles. Todos aqueles fuzilados no Paredão da Cabana nunca tiveram um julgamento, um advogado de defesa, nem puderam falar sua verdade. Essa história se repetiu centenas, milhares de vezes. Algum dia essa história terrível e tenebrosa da Cuba Castrista será conhecida.

Eu era Secretário Geral da Federação de Estudantes Católicos de Cuba, com três universidades e dezenas de colégios. Todas as universidades e escolas foram fechadas e ocupadas pelo regime ditatorial e nunca mais o ensino privado existiu.

Para a Justiça Castrista só opinar contrário ao regime te condena. Se fosse publicada em Cuba, esta carta me levaria à prisão por longos anos. Por isso Orlando Zapata morreu, por querer opinar, falar sua verdade. Isso em Cuba é um privilégio dos irmãos Castro e os que vivem sob sua sombra.

Eu fiz o compromisso de nunca falar de política cubana neste espaço, já que as causas dos grandes primatas e ambientais não têm cor política e precisam do apoio de todos. Porém, estaria traindo a mim mesmo, aos meus companheiros que caíram em 50 anos de luta, e ao meu “país adotivo” - o Brasil - se não falasse o que sinto neste instante, ao ser humilhado duplamente pelo Presidente do meu país, que me condenou sem conhecer-me, sem julgar-me e sem poder defender-me, como os irmãos Castro – assassinos múltiplos – fazem com o seu povo.


Dr. Pedro A. Yinterian


Diretor Presidente e Fundador do Grupo Interlab, Dr Pedro A. Ynterian criou no município de Sorocaba, São Paulo, um criadouro conservacionista para fauna silvestre e um santuário para grandes primatas que se converteu no maior centro de primatas da América Latina de origem privada. O empreendimento recebe e mantém primatas e outros animais ameaçados de extinção.

O linchamento de Demóstenes é mais uma jogada suja da esquerda

É importante repercutir o artigo de Demóstenes Torres, senador do DEM, que vem sendo linchado pelas ONGs mensaleiras e pelos ditos "movimentos sociais", assim como foi Jorge Bornhausen, quando chamou o PT de "raça". A esquerdalha nojenta e porca, à qual se aliaram nomes como Miriam Leitão e Élio Gaspari, deram repercussão a interpretação podre dada à defesa que Demóstenes fez das cotas para pobres e não para raças, nas universidades. Segue, abaixo, o artigo publicado em O Globo:

Escolha de Sofia

Durante a audiência pública realizada no STF para discutir as cotas raciais tive a oportunidade de expor durante 40 minutos o meu entendimento sobre um assunto ao qual me dedico a estudar mais profundamente há três anos. Quem assistiu viu que defendi especialmente a adoção do tempo integral em todas as escolas públicas que ministrem ensino fundamental, para mim verdadeiro marco da transformação social no país. Mostrei que se tratava de uma escolha difícil entre propor uma ação afirmativa que socorreria todos os brasileiros em posição de inferioridade, independentemente da cor da pele, ou atender parcela minoritária, igualmente sofrida, classificada como afrodescendente. Verdadeira escolha de Sofia.
Muitos dos debatedores, inclusive do Movimento Negro, entenderam minhas ponderações sobre as cotas sociais como lógicas e acertadas. Logo depois se valeram da maledicência preparada para desfazer reputações, promover a fraude estatística, deturpar números e principalmente se utilizar de espertalhões, que recheiam os bolsos a serviço de ONGs ambientalistas e racialistas, para caluniar em nome de duvidosa historiografia.
Os jornalistas Elio Gaspari e Miriam Leitão, contaminados pelo narcótico da ira, decidiram por pincelar trechos do meu depoimento para me classificar de forma leviana como negacionista da escravidão. Não sou eu quem está na posição de julgar a história como se ela fosse objeto de especulação ideológica em favor das cotas raciais. Apenas utilizei argumentos de um dos maiores pesquisadores da escravidão africana, Paul. E. Lovejoy, para rebater o comentário de um estudante secundarista, numa audiência no Senado, para quem os brasileiros haviam praticamente sequestrado os negros na África. Afirmação que mereceu repulsa do historiador José Roberto Pinto de Góes, que entendeu o dito como retrato profundamente desregrado da qualidade educacional brasileira, o que estamparia o nível da história que se ensina nas nossas escolas públicas. Lovejoy mostra em números detalhados que a ignominiosa prática estava institucionalizada naquele continente pelo menos 850 anos antes de Vasco da Gama atravessar o Cabo da Boa Esperança.
Demonstra, ainda, que a escravidão ocorreu na região Transaariana entre os anos 650 e 1600, prosperou, paralelamente, em direção do Mar Vermelho por outros 800 anos, ganhou vigor a partir de meados de 1400 com o tráfico pelo Atlântico e se manteve fundamental para a economia do continente até o século passado. Seria consolo moral aceitar a tese de que foram africanos os escravizados, quando na verdade os africanos escravizavam os seus iguais por razões econômicas, de beligerância e de manipulação religiosa. Devemos condenar o Brasil escravagista, mas não temos direito de culpar as atuais gerações.
O propósito foi de retrucar a falácia do sequestro e de sustentar que a escravidão não foi inventada no Brasil, e que as cotas raciais, além de não resolverem ou minimizarem o problema, não podem ser consideradas uma ordem de pagamento para quitação de uma suposta dívida que os brasileiros de hoje teriam de honrar com 87% de descendentes que têm acima de 10% da ancestralidade africana no seu DNA. O grande problema dos racialistas é o de abastardar a miscigenação, pois temos também mais de 90% de brasileiros com ancestralidade europeia e mais de 60% com ancestralidade indígena. Ao negar a mistura de raças e manter a ideia do estupro ancestral, criam a figura de um africano puro, sem o qual não podem sustentar o libelo dantesco. Como é que uma ancestralidade tão misturada pode ter se originado unicamente ou majoritariamente a partir da violência sexual? Por que não contestaram Ali Kamel, quando ele aqui (19/9/ 2006) fez a mesma afirmação?
Neste ponto vale o entendimento de Gilberto Freyre, para quem somos uma "sociedade que se desenvolveria menos pela consciência de raça, quase nenhuma no português cosmopolita e plástico, do que pelo exclusivismo religioso desdobrado em sistema de profilaxia social e política". Ou a opinião de Sérgio Buarque de Holanda, que ao tratar do negro na sociedade colonial escreveu que "sua influência penetrava sinuosamente o recesso doméstico, agindo como dissolvente de qualquer ideia de separação de castas ou raças, de qualquer disciplina fundada em tal separação". Feliz do Brasil que tem um Joaquim Nabuco. Ele fez da sua vida e obra meios para desmontar a escravidão justamente por entender que a prática estava aberta a todos. E é isso o que defendo: cota temporária nas universidades públicas para negros, brancos, índios, pardos, cafuzos, caboclos ou quaisquer outras denominações que venham a ter os descendentes do que Kamel chama de beleza da miscigenação brasileira, desde que sejam pobres, estes sim os verdadeiros espoliados do Brasil.

DEMÓSTENES TORRES é senador (DEM-GO).

quinta-feira, 11 de março de 2010

Cinismo, baixeza, vilania....

Outro editorial da Folha critica duramente a posição de Lula frente à Cuba

Passou do limite

Ao defender mais uma vez a ditadura cubana, e equiparar presos políticos a comuns, Lula escarnece dos valores democráticos

NÃO PARECE demais, em nome do registro histórico, reproduzir mais uma vez as palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista à Associated Press: "Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de deter as pessoas em função da legislação de Cuba. A greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade".
A declaração é escandalosa -mesmo para os padrões de Lula, que habituou os brasileiros a seus disparates. Lembre-se, por exemplo, quando disse, ainda em 2003: "Quem chega a Windhoek [capital da Namíbia], não parece que está num país africano. Poucas cidades do mundo são tão limpas e bonitas arquitetonicamente quanto esta".
Desta vez, porém, a manifestação não se reveste de nenhuma graça, tosca que seja. E não pode ser atribuída a mais um entre tantos deslizes de quem abusa dos improvisos, não esconde o orgulho por falar errado e se diverte com as gafes que comete. Não. Lula, este personagem satisfeito com as suas próprias precariedades, desta vez passou dos limites na agressão aos valores democráticos.
Vejamos mais de perto a escalada de impropriedades: Lula endossa uma ditadura que reprime a divergência de opinião. Prega "respeito" pela legislação cubana, que autoriza a prisão de pessoas cujo crime é dar sinais de "conduta manifestamente em contradição com as normas da moralidade socialista".
A seguir, avança outra casa ao qualificar os direitos humanos de "pretexto" dos presos políticos que fazem greve de fome. Pretexto? Em 2003, o governo cubano fuzilou três dissidentes que tentaram fugir do país. Outros 75 opositores foram presos, entre os quais Orlando Zapata. Condenado inicialmente a três, ele teve sua pena ampliada para mais de 25 anos de prisão. Morreu após uma greve de fome, no dia em que Lula chegou à ilha, semanas atrás, para visitar Fidel Castro pela quarta vez.
Surpreendido por jornalistas, primeiro alegou desconhecer o apelo que entidades defensoras dos direitos humanos haviam feito para que intercedesse por Zapata. Limitou-se, a seguir, a lamentar que "um preso se deixe morrer por greve de fome".
Como disse ontem à Folha o jornalista e dissidente cubano Guillermo Fariñas, também em greve de fome: "Lula demonstra seu comprometimento com a ditadura dos Castro e seu desprezo com os presos políticos".
Nada supera, porém, o escárnio da conclusão presidencial: os presos políticos da ditadura cubana são equiparáveis aos presos comuns de um país democrático, no caso o Brasil. "Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade."
Imaginemos, nós, com mais razão, que tal aberração a serviço da defesa de um regime homicida não seja apenas um tropeço, mas, antes, a revelação do real apreço de Lula pela democracia.