quinta-feira, 31 de julho de 2014

Mais um ato escandalosamente ilegal: desta feita, a protagonista é Dilma

Blogs e Colunistas
Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)
31/07/2014
 às 21:29

Mais um ato escandalosamente ilegal: desta feita, a protagonista é Dilma

Mais um ato ilegal na CUT. Mais uma vez a Lei Eleitoral, a 9.504, foi escandalosamente afrontada. Mais uma vez, um dinheiro de origem pública, coletiva, foi posto a serviço de uma candidatura, de um partido, de um grupo de políticos. Desta feita, a protagonista da agressão ao estado democrático e de direito é ninguém menos do que a presidente Dilma Rousseff. Ela é uma das estrelas daquele partido, o PT, que exigiu — e obteve — a cabeça da funcionária de um banco privado que ousou dizer a verdade aos clientes: quando o mercado avalia que Dilma melhora nas pesquisas, os indicadores econômicos pioram. Que coisa! Uma mulher, de uma empresa privada, porque diz uma verdade, tem a cabeça entregue a Lula na bandeja. A presidente da República, jogando a lei na lata do lixo, não é molestada por ninguém.
A que me refiro? Nesta quinta, foi a vez de Dilma discursar num evento da CUT, central sindical que é financiada, entre outras fontes, pelo imposto sindical, pago compulsoriamente por todos os trabalhadores formalizados, sejam sindicalizados ou não. Lula já tinha discursado lá. Os dois usaram o encontro da central para fazer proselitismo eleitoral em favor do PT e, ainda mais escandaloso, para satanizar a oposição. Dilma deu mostras, mais uma vez, de que, pressionada, pode tirar do fundo do baú o pensamento da velha militante da VAR-Palmares, aquela que não tinha adversários, mas inimigos políticos, que tinham de ser eliminados. E os grupos aos quais ela pertenceu mataram inocentes. Sigamos.
Em franca campanha eleitoral, a presidente afirmou que seus adversários querem acabar com os benefícios sociais. Num momento em que a retórica resvalou no chão, mandou brasa: “Nós vamos fazer uma campanha respeitosa, não precisamos xingar ninguém. Agora, é uma campanha que vai confrontar a verdade ao pessimismo que querem implantar no Brasil, que querem criar o ambiente de quanto pior melhor. Nós queremos um Brasil de quanto mais futuro melhor”.
Não existe xingamento maior, ofensa maior, agravo maior, na política, do que atribuir a adversários o jogo do “quanto pior, melhor”, especialmente quando estes disputam o poder, como é o caso, segundo as regras do jogo. Por quê? Que grande programa do governo Dilma os oposicionistas sabotaram? Contra que grande benefício social eles se opuseram? A pecha valeria, sim, é para aquele PT que votou contra o Plano Real e que tentou derrubar a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Apelando ao drama vulgar, afirmou:“Não fui eleita nem serei reeleita para colocar nosso país de joelhos diante de quem quer que seja. Isso significa também reconhecer para vocês que eu não sou uma pessoa pretensiosa. Posso não acertar sempre, como qualquer outro ser humano, posso não agradar a todos, aliás acho que desagrado alguns. Eu não traio meus princípios, meus compromissos, não traio minha parceria…”.
Quem pôs o país de joelhos antes dela? Contra a vontade do PT, o país se levantou, isto sim, da hiperinflação, por exemplo. Ainda voltarei ao assunto, é claro! Não deixa de ser fascinante que alguém faça um discurso tão tonitruante no momento em que atropelava princípios básicos do republicanismo. Tem de ter muita cara de pau.

Por Reinaldo Azevedo

Rejeição geral! Nos estados, nenhum candidato do PT lidera nas pesquisas. Hoje partido não elegeria governadores.

A nova rodada de pesquisas Ibope mostra que o PT não lidera em nenhum lugar do país. Confirma os levantamentos anteriores. Perde no Rio Grande do Sul com Tarso Genro para Ana Amélia, no Paraná com Gleisi Hoffmann para Beto Richa, em São Paulo com Alexandre Padilha para Geraldo Alckmin (se elege no primeiro turno), no Rio de Janeiro com Lindbergh Farias para Garotinho, no DF com Agnelo Queiroz para, pasmem!!!, José Roberto Arruda e já empata tecnicamente em Minas Gerais, onde o seu candidato Fernando Pimentel começou campanha muito antes do candidato tucano Pimenta da Veiga. O quadro é desesperador, pois com o início da campanha na TV a rejeição ao PT deve acertar em cheio a candidatura Dilma. 
Tirado do Coturno Noturno

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Hoje tem crime eleitoral no Alvorada

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição no pleito de outubro, participa nesta segunda-feira (28) da série de sabatinas realizadas pela Folha, pelo portal UOL (ambos do Grupo Folha), pelo SBT e pela rádio Jovem Pan. O evento está previsto para as 15h, no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente, em Brasília, e terá transmissão ao vivo no UOL e no site da Folha.Os candidatos da oposição Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) foram sabatinados na semana retrasada.

Para saber porque Dilma vai cometer crime eleitoral, leia aqui.

Tirado do Coturno Noturno

domingo, 27 de julho de 2014

Enlameado pelo Mensalão, PT esconde nome, cores e símbolo do partido. Para fazer o eleitor de bobo.

O tiro de largada foi dado pela ex-fuzileira clandestina e envergonhada Dilma Rousseff, que transformou o símbolo do PT em um reles pingo no "i", só para disfarçar. Nisso foi seguida pela sua Gilberta Carvalho, Gleisi Hoffmann(PR), que adotou o mesmo estratagema. O símbolo do PT na marca da paranaense também vira um envergonhado pingo no "i". No segundo "i". Tarso Genro(RS), o poeta onanista, então, perdeu completamente o decoro petista: nem mesmo a estrela usa na logomarca da sua campanha. Agnelo(DF), aquele do superfaturamento de mais de R$ 400 milhões no Mané Garrincha, segue na mesma trilha e esconde a estrelinha lá no canto, acima do número. Padilha (SP), o lobista da Labogen, é um primor, coloca a estrela em branco, não em vermelho, dentro de um símbolo geométrico e usa o verde como cor predominante na sua campanha. Lindbergh (RJ), o petista rejeitado pela Dilma, também apaga o nome do partido da sua marca, mas pelo menos bota o 13 dentro de uma estrela. Pimentel (MG), o consultor das consultorias inexistentes, mostra o símbolo do PT de forma microscópica. Sim, na estrelinha do Pimentel tem um PT dentro.O mineiro é o único entre todos que assume bem de leve que é candidato do PT. Tião Viana(AC), que faz contrabando de haitianos para São Paulo, também esconde o partido a que está filiado e nem estrela coloca na sua logo. O mesmo acontece com Camilo(CE) e Rui (BA). 

Fica claro que a estratégia dos mensaleiros é esconder o partido do eleitor e apostar tudo no 13. De agora em diante, para manter informado o eleitor brasileiro, usaremos o seguinte slogan: 13 É CORRUPÇÃO, 13 É MENSALÃO.

Tirado do Coturno Noturno

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Bancos orientam clientes a não reeleger Dilma para não perderem dinheiro.

Reprodução
Para o Santander, que enviou a correspondência acima aos seus clientes, a reeleição de Dilma será uma catástrofe financeira: câmbio desvalorizado, alta de juros, Bolsa caindo, deterioração dos fundamentos macroeconômicos. Se você quer manter o seu dinheiro seguro, ouça o seu banco. Eles sabem das coisas. Dá até medo votar na Dilma.
 
Tirado do Coturno Noturno

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Dilma injetou U$ 150 milhões para remodelar os aeroportos de Cuba. Empréstimo está sob segredo de estado. Foi manchete no Diário de Cuba, mas não mereceu nem nota na Folha de São Paulo

Em vez de construir um dos 800 aeroportos regionais que prometeu em 2012, Dilma Rousseff mandou o dinheiro para remodelar e reformar os aeroportos cubanos. Uma espécie de "Mais Aeroportos" cubano. A notícia foi comemorada pelos jornais da ilha-prisão. Aqui no Brasil, a Folha de São Paulo prefere montar dossiês contra a oposição, mas não investiga estes empréstimos que ninguém sabe em que condições se deram, já que Fernando Pimentel, o petista que é candidato ao governo de Minas, colocou as operações sobre segredo de estado, por ordem da presidência da República. É hora da Oposição colocar o dedo na moleira deste governo corrupto.  

sábado, 12 de julho de 2014

Dilma traz médicos cubanos, mas quer proibir brasileiros de jogar futebol lá fora.



Ângela Merkel no vestiário com os jogadores alemães. Amanhã ela será aplaudida por todo o país, seja qual for o resultado em campo.

Nossa presidente é um poço até aqui de incoerência e incompetência. Na verdade, ao dar entrevistas, ela é um perigo. João Santana, seu santo marqueteiro e protetor, deveria proibi-la de falar longe do teleprompter ou da folha escrita. Depois de"importar" mais de 14.000 médicos, sendo 12.000 cubanos, pagando a eles o que não paga aos profissionais do país, Dilma quer fechar as 'exportações' de atletas brasileiros para o exterior. Foi o que declarou em entrevista concedida, para vergonha nacional, para a rede mundial CNN. 

Dilma disse à incrédula jornalista que "o Brasil não pode mais continuar exportando jogador". E, para deixar claro que o "não pode" seria uma proibição pura e simples, ela emendou de bico:"Um país, com essa paixão pelo futebol, tem todo o direito de ter seus jogadores aqui e não tê-los exportados".

Segundo editorial de hoje do Estadão, Dilma falou como quem quer cassar o direito constitucional dos brasileiros de ir e vir, dentro ou para além das fronteiras nacionais, como se o Brasil fosse uma Cuba ou Coreia do Norte. É de se lembrar que nem Cuba age assim, basta ver a exportação de médicos que promove e da qual Dilma tanto se beneficia do ponto de vista eleitoreiro.

Amanhã Dilma Rousseff estará com Ângela Merkel, no Maracanã. A primeira derrotada, a segunda vitoriosa. Dilma usa muito o exemplo do futebol alemão, que lhe assopraram no ouvido. Deveria perguntar para Merkel qual o segredo para o futebol alemão ter mudado, ter conseguido segurar os seus craques, ter chegado à final da Copa do Mundo no Brasil. Certamente, a primeira coisa que Merkel dirá para nossa presidente é: " o segredo para melhorar não só o futebol, mas toda a economia, é o governo não meter o bedelho, Dilma Rousseff!"

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Antes seu governo tinha "padrão Felipão". Depois da derrota, a espertalhona joga culpa no treinador. É o "padrão Dilma".

Em julho do ano passado, na euforia com a conquista da Copa das Confederações, com vitória exuberante sobre a campeã mundial Espanha, Dilma grudou sua imagem a do técnico da Seleção. "Meu governo é padrão Felipão", rotulou, numa resposta aos manifestantes que pediam serviços públicos "padrão Fifa".

O desafio para o marqueteiro da presidente agora é fazer a separação de imagens. Segundo análise do Valor Econômico, a entrevista à CNN, que foi ao ar ontem, indica três respostas de Dilma para se desgarrar da seleção, à qual continuou a se vincular ao longo da Copa do Mundo.

A primeira é responsabilizar, ainda que indiretamente, Luiz Felipe Scolari, juntando-se às críticas dos torcedores/eleitores. Ontem, na entrevista, ela disse que “faltou treinamento”.  

A segunda é minimizar o descontentamento da população - seja ao reconhecer a qualidade do adversário ou destacar a necessidade de ser um bom perdedor. Neste ponto, Dilma apela para o tradicional “fair-play” pregado pela Fifa.

A terceira é a proposta de "renovação" do futebol brasileiro, que deveria impedir a exportação de craques para que os torcedores encham os estádios. Os petistas já começam a falar em intervenção na CBF e Aldo Rebelo, ministro comunista do PCdoB, fala até mesmo em estatização prevista da velha e surrada cartilha do seu partido.

No entanto, é inegável que todos os argumentos contrariam o discurso oficial de antes da vexatória derrota contra a Alemanha.  E foge do essencial. Justificar ao país porque uma Copa que só deu certo em função do jeitinho brasileiro, da alegria e hospitalidade do nosso povo, tenha custado R$ 30 bilhões, o triplo do que custou a última edição na África do Sul. Dinheiro que, se bem gerido e sem superfaturamento, poderia ter deixado um legado que foi prometido e não foi cumprido por Dilma.

Tirado do Coturno Noturno

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Auditoria interna da Petrobras confirma relatórios do TCU e investigações da PF sobre superfaturamento na Abreu e Lima. Rombo de centenas de milhões!

Dilma e Eduardo Campos na Abreu e Lima: ambos surfaram no mar de lama da refinaria.

Auditorias internas da Petrobras revelam que a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, contou com projeções de lucro acima do mercado por fornecedores, favorecimento em licitações, contratações sem concorrência e sem disputa e pagamentos a mais a empreiteiras. 

Os relatórios inéditos, obtidos pelo GLOBO, foram elaborados entre 2011 e 2014 e detalham supostas irregularidades num empreendimento cujo orçamento saltou de US$ 2,3 bilhões para mais de US$ 20 bilhões, valor do gasto total estimado até novembro deste ano, data prevista para o início do funcionamento da refinaria. O superfaturamento em Abreu e Lima, segundo as estimativas mais recentes do Tribunal de Contas da União (TCU), ultrapassa R$ 1,1 bilhão.

Um relatório de sete páginas, elaborado por três auditores da Petrobras, apontou um lucro indevido projetado pelo Consórcio Alusa-CBM, responsável por um contrato de R$ 651,7 milhões. Para implantar a unidade da carteira de enxofre da refinaria, o consórcio estimou um lucro de 12%, inclusive para a elaboração do projeto, delegada a outra empresa. Os auditores compararam, então, esses ganhos com o “ranking” das 14 maiores construtoras, cuja margem média de lucro era de 7%, “sendo que 60% dessas empresas apresentaram percentuais inferiores ou iguais a 6%”.

A unidade responsável justificou que as propostas se referem a contratos por preço global e não poderiam ser analisadas pontualmente. Os auditores discordaram: “O fato de o contrato ser por preço global não impede a análise da composição de seu valor, ainda na licitação, visando à negociação de condições mais vantajosas para a Petrobras, inclusive com possível enquadramento de suas parcelas ao praticado no mercado”. Não há informação se os lucros exacerbados foram pagos.

Outra equipe de três auditores lançou suspeita sobre um segundo contrato com a Alusa. A empresa foi contratada por R$ 921 milhões para realizar do projeto executivo à implementação da casa de força da refinaria. A Alusa, porém, não atendia aos requisitos expressos no edital de licitação. Na ocasião, em 2008, foram encaminhados convites a 12 empresas. A empreiteira só conseguiu participar após enviar e-mail a um gerente da área de engenharia demonstrando interesse em disputar.

A Petrobras justificou a inclusão como uma forma de aumentar a concorrência: “Apesar de a Alusa não atender integralmente aos critérios estabelecidos inicialmente para o convite, ela possuía capacitação, porte adequado e experiência na prestação de serviços semelhantes na Petrobras. Considerou-se, ainda, que a inclusão dela no processo poderia aumentar a competitividade no certame".

Os auditores não se deram por satisfeitos. O relatório destacou que 12 concorrentes já participavam e que a flexibilização dos critérios deveria ter sido estendida a outras empresas. “Uma vez aberta a excepcionalidade para essa empresa, outras que estavam nas mesmas condições deveriam ter sido convidadas não só para conferir isonomia ao processo, como, também, para aumentar a competitividade e evitar questionamentos”, argumentaram.

Questionamentos ao processo licitatório foram feitos também em um certame vencido pela Jaraguá Empreendimentos, citada na Operação Lava-Jato da Polícia Federal (PF) como uma das que repassaram recursos para uma empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef. Os dois auditores que assinam este relatório observaram que a empresa venceu uma concorrência de R$ 13,3 milhões para o fornecimentos de equipamentos de energia na qual nenhum concorrente participou. A Petrobras convidou 16 empresas, mas só a Jaraguá apresentou proposta. A equipe observou que o TCU já determinou à Petrobras que devem existir pelo menos três propostas válidas para um processo licitatório ter continuidade.

Um contrato de R$ 2,7 bilhões com o Consórcio Ipojuca, formado pela Construtora Queiroz Galvão e pela Iesa Óleo e Gás, teve reajustes de preços antes do previsto na parceria com a Petrobras. As empreiteiras são responsáveis pela implantação de tubovias de interligação. Os auditores apontaram um “desembolso indevido” de R$ 6 milhões, e pediram a devolução do dinheiro.

Outra iniciativa criticada foi o aumento de itens e a manutenção do preço unitário, o que levou a um “acréscimo de R$ 245 milhões". “Considerando que os itens destacados representam os maiores volumes das medições, essa situação pode induzir à percepção de antecipação de recursos com vantagem financeira para a contratada”, citou o relatório. O consórcio deveria instalar um sistema de tratamento de efluentes, o que não foi feito e implicou custo adicional de R$ 15 milhões.

Relatórios apontaram ainda repasses de recursos a fornecedores contratados antes da prestação de serviços e sem atualização dos valores nos pagamentos, além de reajustes inadequados, que levaram a pagamentos a mais. Estes recursos só foram ressarcidos à Petrobras após o trabalho da fiscalização. A auditoria questionou o fato de a Petrobras ter deixado de cobrar multas previstas em contrato, de até 10% do valor total, por atrasos na obra e desmobilização de mão de obra. Isso ocorreu em dois contratos que ultrapassavam R$ 1,3 bilhão, mas a Petrobras preferiu apenas repactuar os prazos com os fornecedores.


A reportagem do GLOBO procurou a Petrobras na tarde de ontem, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. O Consórcio Ipojuca também não respondeu aos questionamentos enviados. O jornal tentou contato com Alusa e Jaraguá, mas, devido ao feriado em São Paulo, não conseguiu contato com os respetivos escritórios.
Tirado do Coturno Noturno

terça-feira, 8 de julho de 2014

O símbolo da derrota

O meme criado pelo Coronel está em toda a imprensa...

Como no jogo de abertura da Copa do Mundo, no Itaquerão, em São Paulo, dia 12 de junho, contra a Croácia, a presidente Dilma Rousseff voltou a ser xingada no Mineirão. Aos 40 minutos do primeiro tempo, sob clima de total decepção no estádio, com o placar em 5 a 0 para a Alemanha sobre a seleção brasileira, surgiu o coro de uma parte considerável da torcida: "Ei, Dilma, vai t... no c...". O coro durou cerca de três minutos. Muitos torcedores choram no Mineirão com a humilhante goleada dos alemães sobre a seleção. As reações são de incredulidade. (O Globo)
Tirado doCoturno Noturno

domingo, 6 de julho de 2014

Mais quatro anos de Dilma tornarão impagável a herança maldita do PT

Ninguém precisa ser economista para juntar lé com cré e ver que estamos à beira de um precipício, depois de 12 anos de PT no governo.  O esforço para estabilizar a economia feito com a implantação do Plano Real está sendo destruído pelo populismo irresponsável e pela gestão do país conduzida apenas com o olho na próxima eleição. O PT não tem projeto de país. Tem projeto de poder alicerçado num competente programa de marketing.

A grande bandeira petista é aplicar R$ 25 bilhões anuais na Bolsa Família, para atender mais de 30 milhões de brasileiros com uma renda mínima de R$ 70. No conceito petista, o cartão magnético do programa imita a caderneta com a qual os cubanos têm direito a uma ração mínima de alimentos, continuando dependentes do estado socialista. Para os participantes, via de regra, não há porta de saída, não existe programa de inserção no mercado de trabalho, não existe futuro, a não ser permanecer no limiar da miséria. Os que conseguem sair o fazem por méritos próprios.

Assim, com investimento de 0,5% do PIB, o governo petista mantém no cabresto um eleitorado cativo da ordem de mais de 20 milhões de eleitores, o que explica a vantagem de 13 milhões de votos de Dilma Rousseff no Norte e Nordeste, regiões mais pobres do país, nas eleições de 2010. E que permanece até o momento inalterada em todas as pesquisas eleitorais de 2014.

Outro programa populista caminha para engolir mais 0,5% do PIB: o Minha Casa, Minha Vida, usado e abusado como arma de propaganda. Na última semana, ministros cruzaram o Brasil em jatinhos da FAB para entregar conjuntos habitacionais, enquanto, de Brasília, Dilma fazia intervenções pelo telão, a um  custo de R$ 2 milhões. Um flagrante crime eleitoral para o qual o TSE faz vistas grossas, comandado por um ministro sem currículo, ex-secretário do mensaleiro José Dirceu. 

Para João Santana, o marqueteiro de plantão, o Brasil é uma empresa que fatura R$ 4, 8 trilhões por ano e os programas populistas que consomem 1% deste faturamento são parte da sua verba de marketing. Para ele, promover o social, onde estão os votos, é muito mais lucrativo do que cuidar da economia. Quando o marqueteiro tentou entrar na seara econômica, quase quebrou o setor elétrico. Sugeriu que Dilma, diante das ameaças de apagão, baixasse a conta de luz em 20% para mostrar força e preocupação com os pobres. Deu no que deu. Em um ano, o setor perdeu R$ 32 bilhões. E as contas de luz voltaram a subir.

Com o preço da gasolina praticamente congelado e a Petrobras com dívidas astronômicas – é a empresa pública mais endividada do mundo! – o que Dilma acaba de fazer? Estendeu o subsídio aos carros populares até dezembro próximo, em nítida medida eleitoreira. Mesmo assim, a crise do setor é cada vez mais aguda e apenas em junho houve uma queda de 17% nos emplacamentos de novos veículos.

A herança maldita destes 12 anos do PT está se tornando impagável. Nem vamos falar da inflação que teima em voltar ou dos juros estratosféricos. Vamos nos ater apenas a algumas matérias de economia publicadas pelos jornais deste domingo.

A “contabilidade criativa” da Dilma e do Mantega, que na verdade se trata de maquiagem e manipulação de indicadores econômicos, foi a única responsável pelo Brasil conseguir cumprir um dos pilares da estabilidade econômica: o superávit primário, aquela poupança que é feita para pagar a dívida pública. Oficialmente, o governo anunciou um superávit de R$ 91,3 bilhões, algo como 1,9% do PIB.  Se, no entanto, forem retirados os restos a pagar, que é o rolar despesas de um ano para pagar no outro e se foram retiradas as receitas eventuais, como a exportação de papel de sete plataformas da Petrobras, o leilão do Campo de Libra e o Refis, que são descontos para empresas devedoras do Fisco,   o superávit chega próximo de zero! Um exemplo ilustrativo e hipotético é a compra de livros didáticos. O governo comprou livros escolares em 2013. Os livros chegaram às escolas e foram usados pelos alunos. O pagamento, porém, foi adiado para 2014.

O que está sobressaltando os economistas é que estes estratagemas estão sendo usados há anos pelo PT, conspurcando as contas públicas e acabando com a transparência.  Raul Velloso, um dos maiores especialistas em finanças públicas do país, analisa as receitas e despesas da administração pública e tem convicção matemática de que em algum momento a conta não vai fechar.  Segundo ele, até 2008, as despesas e as receitas cresciam a taxas médias anuais de 9%. De lá para cá se estabeleceu um descompasso entre elas. As despesas aumentam cerca de 6% ao ano, enquanto as receitas não passam de 3%. Em alguns meses chegam a ser negativas. “Não podemos continuar fugindo do cerne dessa discussão”, diz Velloso. “O problema é o modelo: o crescimento está baixo, as receitas caem, mas o governo insiste em não cortar gastos.”

Sem competitividade, com baixa produtividade, decorrentes do imenso custo Brasil, a economia patina. Estamos à beira de uma crise econômica gravíssima e basta olhar a balança comercial do país, que vem se deteriorando mês a mês.

Segundo O Globo de hoje, o superávit de US$ 2,365 bilhões da balança comercial em junho mascara a crise no comércio exterior. A melhora só foi possível porque as importações estão caindo mais do que as exportações, reflexo da economia fraca. Estamos comprando menos máquinas e menos matéria-prima para manufaturar e agregar valor. O déficit acumulado no primeiro semestre chega a US$ 2,5 bilhões, e o cenário para o segundo semestre é cada vez mais sombrio. Especialistas do setor privado estimam um resultado próximo de zero, que chegará, na melhor das hipóteses, a um pífio superávit de US$ 2 bilhões.

A fragilidade no comércio exterior começou a ser sentida com mais força em 2013, quando a balança apresentou um superávit de US$ 2,6 bilhões, ante US$ 19,4 bilhões no ano anterior. Foi o pior saldo desde 2001, quando as exportações superaram as importações em US$ 2,7 bilhões. A última vez em que houve déficit anual foi em 2000, no valor de US$ 732 milhões, ou seja, há 14 anos.

O rombo estimado pelo próprio Banco Central nas contas externas brasileiras este ano é de US$ 80 bilhões. Enquanto isso, o mundo assiste à recuperação da atividade industrial em países importantes, como Estados Unidos, Reino Unido e Japão. A disputa pelo mercado internacional de produtos manufaturados chega a ser cruel com os empresários brasileiros. O preço de um produto fabricado no Brasil custa 30% a mais do que um bem produzido pela concorrência, como os asiáticos.

Dependemos cada vez mais dos chineses, da soja e do aço. Dependemos de apenas um grande mercado e de um Mercosul que é uma âncora que nos afunda, haja visto os prejuízos de U$ 3 bilhões que teremos com a mais recente crise da Argentina. Nossas escolhas comerciais são uma catástrofe, em função da ideologia bolivariana imposta pelo PT. Mais quatro anos deste partido que corrompe não só as transações do governo, mas também a nossa estabilidade econômica, criarão uma herança maldita impagável. E será muito duro começar de novo. (Com informações e citações de O Globo, Estado de São Paulo e Folha de São Paulo)
Tirado do Coturno Noturno

sexta-feira, 4 de julho de 2014

A cada nova denúncia, fica mais claro que compraram Pasadena para caixa dois.

Em 11 de maio passado, em entrevista ao jornal A Tarde, Lula fez a seguinte declaração, que pode ser entendida como um ato falho:

"O que eu acho estranho é que toda a época de eleição aparece alguém com uma denúncia contra a Petrobrás, que desaparece logo depois das eleições. Eu tenho às vezes impressão que tem gente querendo fazer caixa dois fazendo denúncia contra a Petrobrás".

Pois ao que tudo indica, quem fez caixa dois foi Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras preso na Operação Lava-Jato. E sob a vista grossa de um Conselho de Administração que era um feudo da presidente Dilma Rousseff, que o dirigiu de 2003 a 2010, quando os piores e mais inexplicáveis negócios foram realizados pela estatal. 

Na compra de Pasadena, não há um dado que indique qualquer tipo de consistência técnica para o negócio. A aquisição tem cara de uma grande fraude que, agora, a PF, o MPF e o TCU estão desmontando. O preço superfaturado. A refinaria sucateada. A inadequação da planta aos objetivos citados como motivos para a compra. 

Em Abreu e Lima e na Comperj, uma sucessão de erros técnicos que só poderiam ser cometidos com a conivência dos gestores da estatal. O resultado é um superfaturamento vergonhoso, que multiplica progressivamente o custo das obras, com denúncias e mais denúncias contra construtoras que são as maiores doadoras das campanhas do PT.

O governo está fazendo de tudo para tirar a responsabilidade de Dilma Rousseff, pressionando técnicos e ministros do TCU. As CPI Mista para apurar os fatos é boicotada sustematicamente pela base do governo, que não dá quorum para que requerimentos de oitivas sejam aprovados ou pedidos de quebra de sigilo sejam encaminhados.  É uma vergonha. Leiam, abaixo, mais um capítulo da escandalosa compra de Pasadena, em matéria do Estadão.

Um dos relatórios preparados por técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) para embasar a avaliação da corte sobre a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás revela que, além de US$ 1,2 bilhão já pagos, a estatal terá de desembolsar mais US$ 2 bilhões caso decida reformar a unidade dos EUA.

A reforma é necessária para adaptar a refinaria aos planos iniciais de processar no local o óleo pesado extraído no Brasil. A presidente da empresa, Graça Foster, já informou que essa adequação (o chamado "revamp") não será feita agora, já que o cenário mudou desde que a primeira parte de Pasadena foi adquirida, em 2006.

O cálculo desse custo do investimento a ser feito é baseado em estimativas extraídas de documentos da própria Petrobrás, segundo relatório da Secretaria de Controle Externo de Estatais, do TCU, concluído a 4 de junho. A necessidade de modernização da unidade é conhecida desde quando a primeira parte do negócio foi fechada, há oito anos - após desentendimentos com a sócia Astra Oil, a Petrobrás adquiriu 100% da refinaria.

Quando foi comprada, Pasadena só era capaz de refinar óleos leves. Com as melhorias, a estatal pretendia dobrar a capacidade e processar 100 mil barris diários do campo de Marlim, na Bacia de Campos - e, também, agregar valor ao produto brasileiro e vendê-lo a preços melhores.

Nos cálculos da área técnica do TCU, os pagamentos feitos à Astra Oil foram equivalentes ao aporte necessário para as obras. Também era necessário melhorar as instalações para que operassem com mais confiabilidade e para que produzissem gasolina e diesel com baixos teores de enxofre. Mas não houve alteração significativa no status da refinaria.

"A Petrobrás recebeu uma refinaria desatualizada e, sobretudo, sem capacidade de refinar o petróleo de Marlim. Para converter a refinaria, terá que desembolsar, aproximadamente, mais US$ 2 bilhões, considerado o custo de reposição do ativo, incluído, também, o capital de giro adicional necessário", diz o relatório.

O parecer registra que, como os planos não foram adiante, a companhia terá de pagar, "por estimativa conservadora", duas vezes para obter o mesmo benefício. Para o TCU, um agravante é que o preço pago em 2006 à Astra Oil foi inflado justamente pela perspectiva futura de produtividade, que não veio a se concretizar. Cláusulas favoráveis à empresa permitiram que ela saísse do negócio depois, sem fazer nenhum investimento.

Danos. Como o Estado revelou anteontem, dois relatórios da área técnica do TCU apontam danos praticados contra o erário na compra da refinaria. Produzidos em junho, os pareceres indicam a responsabilidade da direção da Petrobrás pelas supostas falhas e propõem, em caso de condenação, a devolução de valores que podem chegar a US$ 873 milhões.

Os dois pareceres divergem, contudo, quanto à responsabilização da presidente Dilma Rousseff e demais integrantes do Conselho de Administração da empresa. Dilma presidia o colegiado em 2006, quando se aprovou a compra da primeira metade da refinaria. Em nota ao Estado em 18 de março, ela disse que aprovou a aquisição embasada em um resumo que omitia cláusulas importantes.

O documento de 4 de junho, produzido por um auditor, aponta falha da presidente e dos demais integrantes do colegiado no episódio por "exercício inadequado do dever de diligência", além de omissão na tarefa de "apurar responsabilidades" pelo resumo incompleto. Também indica que Dilma praticou "ato de gestão ilegítimo e antieconômico" ao referendar proposta de postergar o cumprimento de sentença arbitral de 2009, que previa a obrigação de pagar os outros 50% da refinaria.

Outro parecer, do dia 18, entende que não cabe responsabilidade aos conselheiros, valendo-se do mesmo argumento de Dilma de que o conselho se baseou em resumo falho. Esse relatório prevê ressarcimento de recursos, por diretores, de até US$ 620 milhões. A decisão sobre qual entendimento vai prevalecer será tomada pelos ministros do TCU em julgamento sem data marcada.

Repúdio. A Petrobrás divulgou nota ontem, na qual "repudia veementemente o vazamento de nomes e informações obtidos em fase de apuração, em processo que tramita em nível de avaliação técnica no TCU. Segundo a estatal, o processo não foi julgado pelos ministros da corte, "não havendo, portanto, decisão sobre o caso".
Tirado do Coturno Noturno