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sábado, 8 de dezembro de 2012

Segundo petista, Rose teve "papel secundário" na máfia do Gabinete. Sim, ela era apenas a "número dois" do Lula.

O secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), disse ontem durante reunião do diretório nacional do partido que Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, teve um papel "absolutamente secundário" no esquema de venda de pareceres desbaratado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Rosemary foi indiciada por corrupção e tráfico de influência na ação da PF.

"Está muito nítido, com o que se tem até então, que a própria Rosemary tem papel absolutamente secundário", afirmou Vargas. A operação da PF, segundo ele, não foi tratada no encontro. Ele disse ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode ser responsável pelo que Rosemary fez. Foi o ex-presidente quem a indicou para o cargo quando ainda estava no Palácio do Planalto - ela foi mantida durante a gestão Dilma Rousseff.

"Nenhum homem público pode, nem pessoa que está na atividade pública, é responsável pelo que faz o seu assessor no exercício do mandato, muito menos um ex-assessor", disse o secretário do PT. Segundo ele, Rosemary Noronha, ao contrário do que chegou a ser noticiado, não pediu proteção ao partido.

Vargas comentou ainda a afirmação do ex-presidente Lula, que, em viagem a Berlim, disse ontem não ter ficado "surpreso" com a operação que envolveu uma ex-auxiliar dele. Segundo o deputado, Lula não se surpreendeu porque a "Polícia Federal trabalha". "Se tiver alguém cometendo equívoco, ou será a Polícia Federal, ou será o Ministério Público (que vai investigar)." Para Vargas, a PF não é seletiva, e investigou, desde o governo Lula, PT, PMDB e PSDB. (Estadão)

Tirado do Coturno Notuno

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Bomba! Como Rosemary entrou com 25 milhões de euros em Portugal


02/12/2012 21:42

Uma montanha de euros entrou em Portugal na mala diplomática de Rosemary Noronha
Uma montanha de euros entrou em Portugal na mala diplomática de Rosemary Noronha


Na nota anterior dei a pista sobre a existência de uma conta na cidade do Porto (Portugal), na agência central do Banco Espírito Santo, onde foram depositados no 25 milhões de euros. Imediatamente comecei a receber muitas ligações de jornalistas pedindo mais informações a respeito do assunto. Recorri à minha fonte que me deu mais detalhes esclarecedores de como tudo teria ocorrido. Vocês vão cair para trás.

Como já foi tornado público, Rosemary era portadora de passaporte diplomático, mas o que não foi revelado é que ela também era portadora autorização para transportar mala diplomática, livre de inspeção em qualquer alfândega do mundo, de acordo com a Convenção de Viena. Para quem não sabe esclareço que o termo "mala diplomática" não se refere específicamente a uma mala, pode ser um caixote ou outro volume.

Segundo a informação que recebi, Rosemary acompanhou Lula numa viagem a Portugal. Ao desembarcar foi obrigada a informar se a mala diplomática continha valores em espécie, o que é obrigatório pela legislação da Zona do Euro, mesmo que o volume não possa ser aberto.

Pasmem, Rose declarou então que havia na mala diplomática 25 milhões de euros. Ao ouvir o montante que estava na mala diplomática, por medida de segurança, as autoridades alfandegárias portuguesas resolveram sugerir que ela contratasse um carro-forte para o transporte.

A requisição do carro-forte está na declaração de desembarque da passageira Rosemary Noronha, e a quantia em dinheiro transportada em solo português registrada na alfândega da cidade do Porto, que exige uma declaração de bagagem de acordo com as leis internacionais. Está tudo nos arquivos da alfândega do Porto.

A agência central do Banco Espírito Santo na cidade do Porto já foi sondada sobre o assunto, mas a lei de sigilo bancário impede que seja dada qualquer informação. Porém a empresa que presta serviço de carros para transporte de valores também exige o pagamento por parte do depositário de um seguro de valores, devidamente identificado o beneficiário e o responsável pelo transporte do dinheiro.

Na apólice do seguro feito no Porto está escrito: "Responsável pelo transporte: Rosemary Noronha". E o beneficiário, o felizardo dono dos 25 milhões de euros, alguém imagina quem é? Será que ele não sabia? A coisa foi tão primária que até eu fico em dúvida se é possível tanta burrice.

Esses documentos estão arquivados na alfândega do aeroporto internacional Francisco Sá Carneiro, na cidade do Porto. O dinheiro está protegido pelo sigilo bancário, mas os demais documentos não são bancários, logo não estão sujeitos a sigilo. A apólice para transportar o dinheiro para o Banco Espírito Santo é pública, e basta que as autoridades do Ministério Público ou da Polícia Federal solicitem às autoridades portuguesas.

Este fato gravíssimo já é do conhecimento da alta cúpula do governo federal em Brasília, inclusive do ministro da Justiça. Agora as providências só precisam ser adotadas. É uma bomba de muitos megatons, que faz o Mensalão parecer bombinha de festa junina.


Em tempo: Pelo câmbio de sexta-feira, 25 milhões de euros correspondem a R$ 68 milhões. 

domingo, 2 de dezembro de 2012