sábado, 6 de outubro de 2012

Hora de votar contra o PT podre, corrupto e populista.


A votatilidade do voto em São Paulo sintetiza o mal que o PT fez ao país nestes quase 10 anos de poder. Quem imaginaria o PT abraçado com Maluf? Quem imaginaria o PT atacando Edir Macedo, cujo PRB foi Lula que ajudou a crescer e possui até ministério no Governo Dilma? O PT do Lula roubou, corrompeu, arrebentou com a cidadania do país, baseado na mentira e na calúnia. Não tivemos que conviver anos e anos com a sensação de impunidade destes corruptos transformando o Mensalão em caixa dois? Com um presidente safado, covarde, fanfarrão, desdenhando das leis?  E agora não temos que ouvir ataques racistas contra Joaquim Barbosa? E agora não estamos convivendo com uma ofensiva jamais vista contra a democracia, com tentativas oficiais desta organização criminosa chamada PT contra a Imprensa, contra o Judiciário, contra quem quer que se interponha ao seu projeto de hegemonia no controle do Estado? Não é escandaloso ver ministros de Estado condoídos com a condenação de um chefe de quadrilha que manda e desmanda dentro do Partido dos Trabalhadores? É hora de dar um basta nisso tudo, começando por São Paulo. Paulistanos, não entreguem a jóia da coroa para os piores bárbaros da nação brasileira. PT jamais, PT nunca mais. 

Leia aqui o editorial do Estadão

Tirado do Coturno Noturno

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Yoani Sánchez é detida em Cuba, dizem blogueiros


Blogueira dissidente seguia para julgamento de espanhol.
Para blogueiros ligados ao regime cubano, ela iria prejudicar o julgamento.

Da France Presse
A blogueira Yoani Sanchéz, ganhadora do prêmio Ortega y Gasset de jornalismo digital na Espanha, em foto de 2008 (Foto: Adalberto Roque / AFP)A blogueira Yoani Sanchéz em foto de 2008 (Foto:
Adalberto Roque / AFP)
A blogueira dissidente Yoani Sánchez foi detida nesta sexta-feira (5) em Bayamo, leste da Cuba, para onde havia viajado para acompanhar o julgamento do político espanhol Angel Carromero, acusado de homicídio involuntário no acidente que matou o opositor Oswaldo Payá.
"A blogueira pró-norte-americana Yoani Sánchez foi detida hoje na cidade de Bayamo, local para o qual viajou para tentar uma provocação e show midiático que prejudicaria o bom desenvolvimento do julgamento", afirma o site yohandry.com, de um blogueiro ligado ao regime cubano.
García Ginarte, jornalista do canal de televisão de Bayamo, 750 km ao leste de Havana, afirmou no Twitter que "Yoani Sánchez viajou a Bayamo para um show provocativo e para prejudicar o julgamento de Carromero"
"Foi detida pelas autoridades locais", completou.
De acordo com os blogueiros oficialistas, Sánchez foi detida ao lado do marido, o jornalista de oposição Reynaldo Escobar, que, segundo Ginarte, "foi instruído na SINA (Seção de Interesses dos Estados Unidos) para provocação de sua esposa #yoanifraude e para afetar o julgamento de Carromero".
García Ginarte afirma que Yoani Sánchez viajou na qualidade de "correspondente ilegal" do jornal espanhol El País e, "alheia às partes envolvidas", tenta "prejudicar" o julgamento Carromero, que acontecerá nesta sexta-feira em Bayamo.
Carromero, de 27 anos e dirigente de Novas Gerações do Partido Popular, dirigia o veículo alugado que, em 22 de julho, bateu em uma árvore perto de Bayamo. No carro estavam Payá e o também opositor Harold Cepero (31 anos), ambos mortos no acidente, além do político sueco Jens Aron Modig, 27 anos, que retornou a seu país após a investigação policial.
As autoridades cubanas afirmam que o acidente foi provocado por excesso de velocidade em uma área da estrada que passava por reparos. Carromero pode ser condenado a até 10 anos de prisão.
A morte de Payá, 60 anos, dirigente do opositor Movimento Cristão Libertação, vencedor do Prêmio Sakharov 2002 do Parlamento Europeu, teve grande repercussão internacional, incluindo uma mensagem de condolências do Papa Bento XVI.
tirado do G1 Mundo

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Mensalão: esquerda achou que tinha aparelhado o STF. Agora reage de forma criminosa, atacando ministros.


Este era o ambiente no twitter, ontem. Uma mensagem claramente racista e criminosa foi replicada por 14 seguidores do João Pedro...

O STF tem dado, salvo duas exceções, a primeira daquele amigo da mulher do Lula, a segunda do ex-advogado da família do José Dirceu, tem dado um show de imparcialidade no julgamento dos crimes do Mensalão do PT. Isto tem levado a esquerda ao desespero. Ontem, a palavra de ordem era chamar Joaquim Barbosa de "capitão do mato", uma clara alusão racista. O ambiente era de fúria desenfreada na internet. Um espetáculo deprimente para uma esquerda que sempre arvorou-se em grande defensora das minorias e dos oprimidos. Gilmar Mendes havia sido massacrado por cinco capas da revista chapa-branca Carta Capital, nos meses que precederam o julgamento. O ator José de Abreu, um dos líderes dos ataques na inernet, chamou o ministro de corrupto e está sendo processado por ele. Agora a raiva também é dirgida ao ministro Luiz Fux, conforme nota publicada hoje por Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo:

É ELE É Luiz Fux, e não o ministro Joaquim Barbosa, o alvo principal da raiva de Lula e de réus do mensalão. Antes de ser indicado ministro, Fux fez um périplo por gabinetes de Brasília e escritórios de São Paulo. Mas Lula tinha restrições a ele. Disse a vários interlocutores achar estranho que um magistrado fosse apoiado tanto por Delfim Netto quanto por João Pedro Stédile, do MST.

É ELE 2
O aval decisivo à indicação de Fux veio de Antonio Palocci, então poderoso ministro do governo Dilma Rousseff. Réus do mensalão, na época, não se opuseram. Mas hoje se dizem surpresos: no julgamento, o ministro segue na íntegra os votos de Barbosa, condenando praticamente todos os acusados.
Tirado do Coturno Noturno

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Barbosa volta a ser alvo de campanha racista no Twitter. Gente asquerosa!

Blogs e Colunistas
03/10/2012
 às 16:39

Barbosa volta a ser alvo de campanha racista no Twitter. Gente asquerosa!

Os asquerosos que tentam montar a rede de apoio a José Dirceu também decidiram atacar Joaquim Barbosa, que está sendo chamado, entre outras delicadezas, de “capitão do mato”.
É evidente que se trata de uma manifestação de cunho discriminatório, racista. “Capitães do mato”, originalmente, eram as pessoas encarregadas de capturar escravos fugidos. Mais tarde, passou a designar pessoas que caçam quaisquer tipos de fugitivos.
Os capitães de mato eram, na esmagadora maioria dos casos, negros ou mulatos libertos. Eram considerados uma escória tanto pelos escravos, que os odiavam por razões óbvias, como pelos brancos, que não os aceitavam como um dos seus. As próprias forças de segurança regulares os viam com desprezo. É evidente que não tentariam desqualificar o ministro dessa maneira se ele fosse branco. Ora, se lhe imputam uma suposta falha em razão da cor de sua pele, e evidente que se trata de manifestação de caráter racista.
Falta pouco para que os salafrários racistas chamem Barbosa de “negro de alma branca”…
Pois é… Esses caras tinham a certeza de que o ministro lhes beijaria a mão pela suposta dádiva que lhe concederam. Barbosa preferiu, digamos, beijar a Constituição e as leis. E a canalha está furiosa por isso.
Que o ministro continue a ser o capitão da Constituição e cace (e casse), de modo implacável, os fugitivos da ordem democrática.
Por Reinaldo Azevedo

CHEGOU A SUA HORA, DIRCEU! QUE A JUSTIÇA LHE SEJA… JUSTA!

Blogs e Colunistas
03/10/2012
 às 6:39

CHEGOU A SUA HORA, DIRCEU! QUE A JUSTIÇA LHE SEJA… JUSTA!

O relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, começa a julgar hoje a parte do Capítulo VI da denúncia que trata da corrupção ativa. Entre os réus, estão José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Toda a procrastinação, toda a chicana, todas as vigarices intelectuais tornadas influentes, todas as agressões ao Supremo, todos os ataques à imprensa independente, todo o achincalhe à ordem legal, todas as teses sem embasamento jurídico, toda essa maquinaria estúpida, em suma, posta em ação buscava evitar que se chegasse ao dia de hoje. Estamos lidando com pessoas especializadas em fraudar a história, em retocar os fatos, em maquiar a realidade. Por isso mesmo, é preciso que jamais nos esqueçamos: eles se mobilizaram para que o julgamento jamais acontecesse.
Depois de montar um esquema comprovadamente criminoso para comprar a representação parlamentar, como já está comprovado pelos próprios ministros do STF, os mesmos criminosos atuaram de forma pertinaz, determinada, sôfrega até, para que o julgamento fosse para as calendas. E mostraram uma ousadia espantosa! Como revela Marcos Valério — já a caminho da cadeia — a seus interlocutores, ele recebeu a garantia do Palácio do Planalto, então sob o comando de Lula, de que não haveria julgamento nenhum! A Valério foi dito, mais ou menos como fazem os traficantes ou as milícias quando tomam conta de uma área: “Está tudo dominado!”. E, como se vê, felizmente, ainda não! Ainda há, perdoem-me repetir isto de novo!, juízes em Brasília.
O que se tem claro a esta altura do julgamento? O esquema criminoso a que se chamou mensalão existiu. Nunca é demais lembrar que esse neologismo é apenas uma espécie de marca-fantasia. Faz sentido! Os “ãos” e “ões” da língua portuguesa se associam, com frequência, a posturas desastradas, meio destrambelhadas; a práticas às quais faltam graça e elegância; a comportamentos reprováveis porque grosseiros, agressivos ou mesmo abestalhados; a pensamentos que se deixam marcar pela incultura, pela vulgaridade, pela falta de decoro. Assim, ainda que o “mensalão” não resuma, com efeito, o que foi expressão de um projeto de assalto ao estado — e ao estado de direito —, o nome parece bom! Esse “ão” lhe desenha a devida face abrutalhada, que viola os fundamentos da democracia e do estado de direito.
Agora vem a hora perigosaQualquer que seja o destino dos réus ainda não julgados, já está devidamente comprovado: a compra de apoio político no Congresso existiu. E isso quer dizer que se fraudou e se violou um dos Poderes da República. E assim se procedeu recorrendo ao dinheiro público, razão por que réus foram condenados por peculato. Não só isso: foi preciso fraudar a gestão de um banco — e o sistema financeiro é um bem tutelado pela Constituição brasileira — para que a engrenagem criminosa funcionasse. Políticos se deixaram corromper e lavaram dinheiro para dar corpo ao projeto petista de dominar o Congresso e governar o país fora dos limites da Constituição e das balizas institucionais.
Muito bem! Tudo isso se fez em proveito, então, desse projeto de poder. Se houve o polo passivo da corrupção; se houve aquele que mercadejou sua função pública, cumpre perguntar: quem era o polo ativo? Quem os corrompeu? Haverá de se contentar a nação com uma história da carochinha? Com que então os parlamentares que se deixaram corromper estariam a serviço do “corruptor” Marcos Valério, como se fosse ele o dono do tal projeto de poder? Ora… Na semana passada, numa indevida manifestação de partidarização do debate, o ministro Ricardo Lewandowski resolveu lembrar o mensalão mineiro, destacando (e já o fizera antes) que Valério atuou também naquele caso.
Muito bem! Eu não sou especialista em leis, é claro!, como não cansam de lembrar os petralhas — embora, vejam os arquivos e os vídeos da VEJA.com, eu tenha madado bem no mensalão, hehe. Mas sei ler, levo em conta o sentido das palavras e sou um apaixonado pela lógica. Não poderia haver melhor argumento do que o do próprio Lewandowski — eu sei que ele não quis prejudicar os petistas, claro! — para demonstrar que, por óbvio, o “ativo” de todos aqueles “passivos” não era Valério; não sozinho ao menos. O projeto de poder deste senhor, provavelmente, era ficar ainda mais rico. Quantos são os da sua espécie que se ligam a governos, a quaisquer governos, para prestar serviços? Os horizontes de alguém como ele não são dados pela ideologia, pelas convicções, pelas crenças… Ele é um caçador de oportunidades. Se, amanhã, o, digamos, PCO chegar ao poder, aparecerá alguém de sua estirpe para criar facilidades…
Quem detinha os arcanos do projeto petista? Quem se especializava — e gosta ainda hoje de brincar disso… — em interpretar os oráculos? Quem é que lia as entranhas do poder para tomar as decisões? Sim, dirão vocês, e estão certos nisto, o chefe era Lula. Ocorre que ele não é um dos denunciados — não ainda ao menos. Seu braço direito no controle da “máquina”, seu “primeiro-ministro”, era — e ele próprio fazia questão de alardear — José Dirceu.
Responsabilidade objetiva?Não se cuida aqui, por óbvio, de afirmar que se está diante da chamada “responsabilidade objetiva”, com a qual se podem cometer grandes injustiças. Não! Ao contrário até! Dirceu nem era, formalmente, o chefe do partido. Comandava a máquina que produziu aqueles horrores, em parceria com Lula, porque tinha, ATENÇÃO!, mais do que o poder objetivo de fazê-lo: ELE TINHA O PODER POLÍTICO. Por isso a banqueira Kátia Rabello mantinha encontros com o então chefe da Casa Civil. Porque, afinal de contas, era ele a tomar as decisões.
No tempo em que os petistas ainda apostavam que o processo do mensalão não daria em nada porque, afinal de contas, tudo estaria dominado, o próprio Dirceu fazia praça de seu poder. Atenção! Mesmo cassado pela Câmara por corrupção, mesmo formalmente fora do poder, mesmo atuando como lobista de empresas privadas, ela concedeu uma entrevista à revista Playboy em que se orgulhava da influência que mantinha no Palácio do Planalto. Leiam trecho:
PLAYBOY – O senhor não parece muito à vontade ao falar da sua atividade de consultor.
José Dirceu – 
A lei me obriga ao sigilo e à confidencialidade, tanto no escritório de advocacia como aqui. Fazem campanha para me prejudicar. A minha vida é pública, eu continuo fazendo política, então é natural que escrevam e falem de mim. A minha atividade como consultor está totalmente legal, faz dois anos que saí do governo. Eu esperei um ano e meio. Posso fazer qualquer atividade.
PLAYBOY – Ter passado pelo governo que continua no poder não ajuda?
José Dirceu –
 O Fernando Henrique pode cobrar 85 mil reais por palestra, e eu não posso fazer consultoria? No fundo, o que eu faço é isso: analiso a situação, aconselho. Se eu fizesse lobby, o presidente saberia no outro dia. Porque no governo, quando eu dou um telefonema, modéstia à parte, é um telefonema! As empresas que trabalham comigo estão satisfeitas. E eu procuro trabalhar mais com empresas privadas que com empresas que têm relação com o governo.
VolteiO que mais eu poderia acrescentar contra José Dirceu que ele já não o tenha feito melhor do que eu? Essa entrevista é de 2007, ano em que a denúncia foi aceita pelo Supremo. Então o consultor, o lobista, o deputado cassado por corrupção podia, segundo ele próprio, mobilizar a República com um simples telefonema? Do que não era capaz o superpoderoso chefe da Casa Civil, que não fazia questão nenhuma de esconder que se considerava o sucessor natural de Lula? Dirceu tem tanto orgulho dessa entrevista que a mantém em seu site pessoal.
No governo Dilma, seus telefonemas passaram a ter um pouco menos de importância, é fato. Para compensar, ele decidiu montar uma espécie de governo paralelo num quarto de hotel, em que recebia, à socapa, os líderes do governo no Congresso, ministros de Estado, presidentes de estatais, parlamentares… E o Zé poderia dizer: “Os meus clientes estão satisfeitos”.
Chegou a sua hora, Dirceu! Faço aqui essa reconstituição porque as minudências do processo são apenas a expressão, digamos, penal do fato histórico. Sem contar que, até hoje, fico aqui a me perguntar por que um certo Bob Marques, carregador de malas de Dirceu, tinha uma autorização — embora não conste que a tenha utilizado — para sacar R$ 50 mil do Banco Rural. Ou por que uma ex-mulher de Dirceu, quando foi arrumar um segundo emprego, foi parar justamente no BMG, um dos bancos que “emprestaram” dinheiro ao PT (segundo um dos diretores da empresa, foi a pedido de Valério). Ou por que essa mesma ex-mulher, ao vender um apartamento (e receber R$ 20 mil adiantados, em espécie), encontrou como comprador justamente Rogério Tolentino, um dos braços direitos de… Valério!
Às vezes, um mundo que parece pequeno demais é apenas promíscuo demais.
Chegou a sua hora, Dirceu! Que a Justiça lhe seja… JUSTA!
Texto publicado originalmente às 5h05
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Fim da farsa montada por Lulla


Durante a 30ª sessão de julgamento do mensalão, ontem, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu cabo de uma farsa que sobrevivia apenas para setores do PT e seus aliados, nos últimos sete anos.
A maioria dos ministros confirmou no plenário do Supremo que o mensalão foi um esquema concebido com a finalidade de assegurar apoio parlamentar durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As provas reunidas pela Procuradoria-Geral da República foram suficientes, portanto, para convencer a mais alta corte do país de que o mensalão foi alimentado por verbas públicas utilizadas para comprar votos de membros do Congresso Nacional.
Fica, assim, relegada aos capítulos burlescos da história a tese mendaz de que o mensalão não teria passado de episódica distribuição de sobras de campanha, sem contrapartida de apoio político.
A tentativa de desqualificar o julgamento como um todo, no entanto, merece tratamento ainda mais severo. Não seria pequeno o prejuízo à República se o esforço de desvendar os atos de corrupção praticados no governo Lula ficasse carimbado como "golpismo" e "ataque à democracia" --pois as pechas atingiriam o próprio STF.
Talvez por essa razão o ministro Celso de Mello tenha feito defesa enfática dos procedimentos adotados pelo Supremo. Antes de proferir seu duríssimo voto na sessão, o decano da corte reiterou que vêm sendo respeitadas as garantias constitucionais, que não houve desconsideração com direitos e que o processo do mensalão é conduzido sob ampla publicidade e permanente escrutínio público.
Quando presentes, esses princípios republicanos reforçam a legitimidade das decisões --é o que se dá agora com o STF. Quando ausentes, tornam-nas duvidosas --foi o que ocorreu com os negócios do PT imiscuídos no governo Lula.
Eis por que Celso de Mello classificou a corrupção como "perversão da ética do poder e da ordem jurídica". Pela mesma razão, disse que "o Estado brasileiro não tolera o poder que corrompe nem tolera o poder que se deixa corromper". E, para realçar sua decisão, afirmou que os réus do mensalão "transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária".
Sinal dos tempos, personagens conhecidos da política nacional estão entre os réus que já foram condenados nesse julgamento. Figuram nessa lista, por exemplo, os deputados federais João Paulo Cunha (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), além dos ex-deputados Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Carlos Rodrigues (PL-RJ, atual PR).
Até aqui, o Supremo foi rigoroso ao condenar por corrupção passiva os réus que receberam dinheiro para ingressar na base de apoio a Lula. Parece haver pouca dúvida de que manterá o mesmo ânimo com os corruptores e de que nesse rol entrarão os líderes petistas José Dirceu e José Genoino.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

PGR afirma que prova contra José Dirceu é "torrencial".


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou na manhã desta segunda-feira (1º) no Rio que continua convencido da atuação do ex-ministro José Dirceu na operação do caso de corrupção mais conhecido como mensalão. "Continuo absolutamente convencido da participação dele [José Dirceu]. A prova é mais que abundante, a prova é torrencial em relação ao ministro José Dirceu", disse, após ser indagado pela imprensa das versões que serão apresentadas pela defesa do réu. "A posição da defesa é legítima, mas será difícil convencer os ministros porque as provas são suficientes",completou Gurgel.
O procurador-geral disse ainda acreditar que o STF (Supremo Tribunal Federal) afirmará a existência de formação de quadrilha apontada por ele nos autos do processo e que nesta semana espera ver o início da análise dos ministros sobre os denunciados por corrupção ativa. Gurgel disse ainda que a condenação dos réus representará um marco contra as práticas políticas denunciadas e que acredita " firmemente" na prisão de diversos envolvidos. (Folha de São Paulo)