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quinta-feira, 21 de março de 2013

sábado, 2 de março de 2013

O petista que explora, na internet, a indústria da difamação


Reportagem de VEJA mostra como André Guimarães, que difundiu falso dossiê sobre Yoani Sánchez, tenta vender tecnologia da RedePT13 a prefeituras do partido

Hugo Marques
DINHEIRO PÚBLICO - André Guimarães (à dir.) trabalha no gabinete do deputado André Vargas, vice-presidente da Câmara
DINHEIRO PÚBLICO - André Guimarães (à dir.) trabalha no gabinete do deputado André Vargas, vice-presidente da Câmara  (Juliana Knobel/Frames/Estadão Conteúdo)
São muitas as histórias de anônimos que alcançaram a fama por meio da internet. O petista André Guimarães tem planos ambiciosos nessa direção. Criador da RedePT13, uma organização virtual formada por perfis falsos e blogs apócrifos usados para atacar aqueles que são considerados inimigos do partido, ele já é uma celebridade entre seus pares. Se é preciso espalhar uma mentira para difamar alguém, Guimarães é acionado. Se for apenas para ridicularizar um oponente, o rapaz conhece todos os caminhos sujos. Na visita da blogueira Yoani Sánchez, ele trabalhou como nunca. A rede postou montagens fotográficas, incentivou os protestos e difundiu um falso dossiê produzido contra ela pela embaixada cubana. O problema é que o "ciberguerrilheiro" petista sustenta sua atividade criminosa com dinheiro público, dinheiro do contribuinte. André Guimarães é funcionário do Congresso. Está lotado e recebe salário no gabinete do deputado André Vargas, o atual vice-presidente da Câmara e secretário nacional de comunicação do PT. Mas, como dito, o rapaz é ambicioso.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O velho ato de repúdio

Talvez vocês não saibam – porque não se conta tudo num blog – porém o primeiro ato de repúdio que vi na minha vida foi quando só tinha cinco anos. A agitação no casarão chamou a atenção das duas meninas que éramos minha irmã e eu. Assomamos a grade do corredor estreito para olhar para o piso de baixo. As pessoas gritavam e levantavam o punho em volta da porta de uma vizinha. Com tão pouca idade não tinha a menor idéia do que se passava. Mais ainda, quando agora relembro o acontecimento apenas tenho a recordação do frio do corrimão nos meus dedos e um curto instante dos que vociferavam. Anos depois pude ordenar aquele caleidoscópio de evocações infantis e soube que havia sido testemunha da violência desatada contra quem queria emigrar pelo porto de Mariel. Pois bem, desde aquilo tenho vivido então vários atos de repúdio de perto. Seja como vítima, observadora, ou jornalista... Nunca – vale à pena esclarecer – como participante. Recordo um especialmente violento que experimentei junto as Damas de Branco, onde as hordas da intolerância nos cuspiram, empurraram e até puxaram os cabelos. Porém o de ontem a noite foi inédito para mim. O piquete de extremistas que impediu a projeção do filme de Dado Galvão em Feira de Santana era algo mais do que uma soma de adeptos incondicionais do governo cubano. Todos tinham, por exemplo, o mesmo documento – impresso a cores – com uma fieira de mentiras sobre minha pessoa, tão maniqueístas como fáceis de rebater numa simples conversação. Repetiam um roteiro idêntico e guiado, sem ter a menor intenção de escutar a réplica que eu poderia lhes dar. Gritavam, interrompiam, num momento tornaram-se violentos e de vez em quando exibiam um coro de palavras de ordem dessas que já não são ditas em Cuba. Contudo, com a ajuda do Senador Eduardo Suplicy e a calma ante as adversidades que me caracteriza, conseguimos começar a falar. Resumo: só sabiam berrar e repetir as mesmas frases, como autômatos programados. Assim a reunião foi muito interessante. Eles tinham as veias do pescoço inchadas, eu esboçava um sorriso. Eles me faziam ataques pessoais, eu conduzia a discussão ao nível de Cuba que sempre será mais importante que esta humilde servidora. Eles queriam me linchar, eu conversar. Eles obedeciam a ordens, eu sou uma alma livre. No fim da noite sentia-me como depois de uma batalha contra os demônios do mesmo extremismo que atiçou os atos de repúdio daquele ano oitenta em Cuba. A diferença é que desta vez eu conhecia o mecanismo que fomenta estas atitudes, eu podia ver o longo braço que os move desde a Praça da Revolução em Havana. Tradução e administração do blog em língua portuguesa por Humberto Sisley de Souza Neto Tirado de Geração Y

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Planalto finge que desconhecia o assunto, mas participou de plano contra blogueira cubana


Fim do caminho – Como se fosse um mandamento intransponível, o Palácio do Planalto sempre alega desconhecer os fatos quando algum assunto coloca o governo do PT em situação de dificuldade. O embaixador da Venezuela participou de evento contra o Supremo Tribunal Federal, organizado por José Dirceu, condenado à prisão pela Corte no caso do Mensalão do PT, mas os palacianos até agora não se pronunciaram sobre o tema. Provavelmente porque não sabiam da manifestação.
Assessor do ministro Gilberto Carvalho, o coordenador-geral de Novas Mídias da Secretaria-Geral da Presidência, Ricardo Poppi Martins, participou de reunião convocada pelo embaixador de Cuba, em Brasília, Carlos Zamora Rodríguez, ocasião em que o diplomata apresentou um plano para desqualificar a bloqueira Yoany Sánchez, que está em visita ao Brasil desde a noite de domingo (17). O projeto da embaixada cubana conta, inclusive, com a distribuição de um dossiê contra a responsável pelo blog Generácion Y, que faz críticas ao regime dos facínoras Raúl e Fidel Castro.
No tal dossiê, os cubanos tentam desqualificar Yoani Sánchez com acusações distorcidas de que ela se beneficia de dinheiro recebido de outros países para tomar cerveja, comer banana e ir à praia, como se isso fosse o maior dos pecados da luxúria, em um país onde a miséria é socializada e há um hospital exclusivo para tratar de Fidel Castro.
Em sua passagem pelas cidades de Recife e Salvador, Yoáni foi recebida com protestos organizados por defensores da ditadura dos irmãos Castro, que não aceitam o contraditório, como todo caudilho que se preze.
Pululam na rede mundial de computadores alguns ignaros que desconhecem a realidade dos fatos e garantem que Dilma Rousseff e seus comandados jamais se curvaram a um ditador, em especial a Fidel Castro. Prova inconteste dessa genuflexão absurda foi a participação do servidor palaciano na reunião convocada pelo embaixador cubano, que segundo o Palácio do Planalto será investigada. Como os brasileiros já conhecem os resultados dessas investigações, o melhor a se fazer é não dar atenção a essas costumeiras mentiras oficiais.
Esses comunistas obtusos que foram aos aeroportos de Recife e Salvador para protestar contra Yoani Sánchez precisam saber que a liberdade de manifestação do pensamento é um direito de qualquer cidadão, assim como a luta pela sobrevivência, desde que a mesma ocorra pelas vias da legalidade. Protestar contra qualquer tirano não é crime e por isso Yoani Sánchez deve ser respeitada.
As manifestações contra a blogueira cubana, todas encomendadas e colocadas em prática por amestrados que não conseguem enxergar o óbvio, mostram que o Brasil caminha na direção de uma ditadura, nos moldes da que deflagrou o tiranete Hugo Chávez. Ou os brasileiros de bem reagem a esse movimento contínuo e ameaçador, ou aceitam a ideia de que em breve o Brasil será uma versão agigantada da bolivariana Venezuela.
Tirado de ucho.info

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Yoani Sánchez é detida em Cuba, dizem blogueiros


Blogueira dissidente seguia para julgamento de espanhol.
Para blogueiros ligados ao regime cubano, ela iria prejudicar o julgamento.

Da France Presse
A blogueira Yoani Sanchéz, ganhadora do prêmio Ortega y Gasset de jornalismo digital na Espanha, em foto de 2008 (Foto: Adalberto Roque / AFP)A blogueira Yoani Sanchéz em foto de 2008 (Foto:
Adalberto Roque / AFP)
A blogueira dissidente Yoani Sánchez foi detida nesta sexta-feira (5) em Bayamo, leste da Cuba, para onde havia viajado para acompanhar o julgamento do político espanhol Angel Carromero, acusado de homicídio involuntário no acidente que matou o opositor Oswaldo Payá.
"A blogueira pró-norte-americana Yoani Sánchez foi detida hoje na cidade de Bayamo, local para o qual viajou para tentar uma provocação e show midiático que prejudicaria o bom desenvolvimento do julgamento", afirma o site yohandry.com, de um blogueiro ligado ao regime cubano.
García Ginarte, jornalista do canal de televisão de Bayamo, 750 km ao leste de Havana, afirmou no Twitter que "Yoani Sánchez viajou a Bayamo para um show provocativo e para prejudicar o julgamento de Carromero"
"Foi detida pelas autoridades locais", completou.
De acordo com os blogueiros oficialistas, Sánchez foi detida ao lado do marido, o jornalista de oposição Reynaldo Escobar, que, segundo Ginarte, "foi instruído na SINA (Seção de Interesses dos Estados Unidos) para provocação de sua esposa #yoanifraude e para afetar o julgamento de Carromero".
García Ginarte afirma que Yoani Sánchez viajou na qualidade de "correspondente ilegal" do jornal espanhol El País e, "alheia às partes envolvidas", tenta "prejudicar" o julgamento Carromero, que acontecerá nesta sexta-feira em Bayamo.
Carromero, de 27 anos e dirigente de Novas Gerações do Partido Popular, dirigia o veículo alugado que, em 22 de julho, bateu em uma árvore perto de Bayamo. No carro estavam Payá e o também opositor Harold Cepero (31 anos), ambos mortos no acidente, além do político sueco Jens Aron Modig, 27 anos, que retornou a seu país após a investigação policial.
As autoridades cubanas afirmam que o acidente foi provocado por excesso de velocidade em uma área da estrada que passava por reparos. Carromero pode ser condenado a até 10 anos de prisão.
A morte de Payá, 60 anos, dirigente do opositor Movimento Cristão Libertação, vencedor do Prêmio Sakharov 2002 do Parlamento Europeu, teve grande repercussão internacional, incluindo uma mensagem de condolências do Papa Bento XVI.
tirado do G1 Mundo