A defesa da quadrilha do Mensalão chefiada pelo José Dirceu tenta escapar das acusações dizendo que não sabia ou que não era dinheiro público. Que no final das contas, era apenas caixa dois. Poderiam completar a defesa dizendo de onde veio o dinheiro envolvido. Não podem dizer. O dinheiro é público. O dinheiro é meu, é seu, é do país. Ou roubado direto dos cofres públicos ou de empresas que roubaram dos cofres públicos não pagando impostos. É hora de dar um basta no cinismo desta gentalha, desta canalha. Repito: é roubo de dinheiro público, certamente direto, mas também indireto. Força, STF. Que saiam algemados para o bem do país e para que haja jurisprudência para que o Brasil possa ter um futuro melhor e mais decente.
Tirado do Coturno Noturno
terça-feira, 7 de agosto de 2012
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
José Dirceu não tinha atuação direta no comando do PT. Sua atuação era indireta e clandestina, fazendo caixa dois para pagar o Mensalão. Queriam o quê? Que ele fizesse ata? Balancete?
É claro que a Ideli, o Paulo Bernardo e o Zé Cardozo podem dizer que José Dirceu não estava no comando do PT quando chefiou o Mensalão. Ele estava na Casa Civil, indicado pelo PT. E o seu advogado queria o quê? Que ele fizesse ata, livro caixa, balancete e reunião da Executiva para confessar os pagamentos a políticos e o desvio de dinheiro público? Ora, vão se catar!
Tirado do Coturno Noturno
Tirado do Coturno Noturno
Mensaleiros negam escândalo, mas é importante recordar choro de petistas no plenário da Câmara
Perna curta – No terceiro dia de julgamento do Mensalão do PT – ou como querem os petistas, Ação Penal 470 – começarão a desfilar no plenário do Supremo Tribunal Federal, a partir desta segunda-feira (6) os advogados de defesa, com uma hora cada um para defender seus respectivos clientes. A fila será puxada pelo criminalista José Luís de Oliveira Dias, que defende ninguém menos que José Dirceu, acusado pela Procuradoria-Geral da República de ser o chefe do esquema criminoso de compra de votos por meio de mesadas.
Assim como muitos advogados planejaram, José Luís de Oliveira Lima negará o Mensalão do PT e por consequência a formação de quadrilha, crime que preocupa a maioria dos acusados. Enquanto os advogados dos envolvidos negam o fato, o ucho.info relembra alguns fatos que desmontam esse “bom mocismo” repentino.
Secretário-geral do PT por ocasião do escândalo, Silvio Pereira, conhecido como Silvinho Land Rover, foi acusado de envolvimento no caso e acabou fazendo um acordo com a Procuradoria Geral da República para que não fosse mais investigado. E ninguém faz um acordo dessa natureza porque é inocente.
Outro fato que deve ser lembrado é que tão logo o escândalo do Mensalão do PT veio à tona, muitos petistas e integrantes da esquerda foram às lágrimas no plenário da Câmara dos Deputados, pedindo imediata investigação do caso.
Em 11 de agosto de 2005, por exemplo, Paulo Rubem Santiago assinou (juntamente com Antonio Carlos Biscaia, Chico Alencar, Ivan Valente, João Alfredo, Orlando Fantazini, Maninha, entre outros) documento endereçado ao então presidente do PT, Tarso Genro, solicitando a convocação do Diretório Nacional para discutir e tomar medidas em relação aos escândalos de corrupção, o afastamento dos dirigentes e parlamentares envolvidos nos casos e a saída das CPIs dos deputados cujos nomes foram denunciados ou que incorreram em falso testemunho no curso das duas Comissões Parlamentares de Inquérito que existiram àquela época.
Tirado de ucho.info
sábado, 4 de agosto de 2012
Defensores públicos, os “amigos dos vulneráveis”, dão um jeito de o povo não saber quanto eles ganham
Blogs e Colunistas
Por Reinaldo Azevedo
04/08/2012
às 5:07Defensores públicos, os “amigos dos vulneráveis”, dão um jeito de o povo não saber quanto eles ganham
Que coisa feia, hein, srs. da Defensoria Pública de São Paulo! Eu acabo de pegá-los dando, assim, um jeito de corpo, um drible, um passa-moleque na Lei da Transparência. Com que então os Amigos do Povo, com uma retórica mais inflamada do que a de Marat pedindo cabeças durante o Terror, dão um jeitinho de impedir que esse mesmo povo saiba quanto ganham?! Com que então a lei que vale do porteiro ao governador não vale justamente para os defensores? Antes de explicitar o fato propriamente, vamos ao contexto.
A Defensoria Pública de São Paulo, que tem se comportado como partido político e atuado com uma agenda clara e confessadamente ideológica — o que escarnece das leis e do estado de direito —, decidiu emitir na quarta-feira uma nota que é uma resposta às críticas que tem recebido deste blog. Alguns de seus membros, pois, são tão autoritários que não lhes basta ter quase toda a imprensa a lhes puxar o saco, a seus pés, a vender como verdade todos os seus preconceitos. Houveram por bem ter um piti com uma das poucas vozes que ousam lhes chamar à razão e lembrar seus deveres legais. Respondi neste texto, chamando, como sempre, as coisas por seus respectivos nomes.
No seu textinho todo ofendidinho, a Defensoria Pública se refere àqueles que seriam “refratários” aos direitos humanos, como se eles por lá fossem mais humanistas do que eu, mais democratas do que eu, mais bacanas do que eu. Não são, não! Não como padrão médio ao menos. E noto desde já: é claro que não me refiro a todos os membros do órgão. Certamente os há cumpridores de seus deveres. A minha crítica vai àqueles que abandonaram há muito a sua função para fazer política; para participar de audiências públicas de cartas marcadas; para impedir o poder público de exercer seus direitos constitucionais e suas funções legais; àqueles que pretendem governar a cidade e o estado mesmo sem terem sido eleitos pra isso. Dado o contexto, vamos ao fato.
Também em São Paulo existe uma Lei da Transparência, que obriga a divulgação dos vencimentos dos quadros do funcionalismo, ao qual pertencem os senhores defensores. Muito bem! A Defensoria se comprometeu a divulgar os respectivos salários de seus integrantes. Divulgou? Não! Recorreu a um truque. Tornou público isto aqui, ó. Volto em seguida.
Como se vê, os vencimentos não estão aí, mas apenas as respectivas faixas salariais. Sabem o que isso nos informa? Quase nada! Um bom número de defensores — quantos? — recebe muito mais do que isso em razão de benefícios acumulados, tempo de serviço etc. Os valentes, em sua cartinha-manifesto, disseram-se os protetores dos vulneráveis, incluindo no grupo muito especialmente os viciados em crack, que têm privatizado áreas da cidade. Pois bem: será o caso de a gente saber quanto aquele “não vulnerável” que está sitiado no centro da cidade, que recebe, por mês, algo entre R$ 700 e R$ 2 mil, está pagando para os defensores o tratarem como um ser perverso, que só quer se ver livre dos “companheiros do cachimbo”.
Na sua carta-delírio, os defensores acusam os “setores refratários aos direitos humanos”. É mesmo? Ainda que fosse verdade — MAS SE TRATA DE UMA MENTIRA DESCARADA, SAFADA MESMO!!! —, tratar-se-ia de escolher entre quem comete crime e quem não comete. E só haveria uma opção aceitável, não? Assim, mesmo na falácia criada pelos senhores defensores, haveria uma opção moral e uma imoral. Ocorre que isso é mentira. As políticas que buscam recuperar para a cidade as áreas tomadas pelo crack se fazem acompanhar de programas de atendimento aos viciados. E aí que há está o direito realmente humano: o direito do doente de ser tratado e o direito do cidadão de não não ser molestado pelo tráfico e pelo consumo de drogas. Sejam mais responsáveis! Mas volto ao ponto.
Por alguma razão, os defensores não querem que aqueles que lhes pagam os salários saibam quanto custa a Defensoria. Dada a sua militância, até posso entender por quê. Qual é, meus bravos? Aguardo a folha de salários, com os ganhos devidamente discriminados. Afinal, estamos ou não de acordo sobre a necessidade de todos cumprirem as leis — até mesmo os defensores? Estou esperando. Sou como o Pequeno Príncipe, aquele chatinho: jamais desisto de uma pergunta enquanto não tenho a resposta.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
José Dirceu era o chefe da quadrilha do Mensalão, reafirma Gurgel. E dá-lhe provas!
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, rebateu argumentos da defesa do ex-ministro José Dirceu de que não há provas contra ele e afirmou nesta sexta-feira (3) sem cometer "injustiça" e "sem dúvidas" pode apontar que o petista era o chefe da quadrilha do mensalão. Ao sustentar que o esquema também transcorreu dentro do Palácio do Planalto, na Casa Civil controlada por Dirceu, Gurgel disse que é difícil apontar provas perícias por conta de um hábito de chefes de esquema de não se envolverem diretamente com integrantes do grupo, mas atuarem por meio de interlocutores ou laranjas. "Quase sempre ocorre com chefe de quadrilha não aparece nos atos de execução de esquema", disse.
E completou: "Dirceu exerceu papel fundamental, sem risco de cometer injustiça foi a principal figura, mentor e grande protagonista. Foi ele quem idealizou o sistema ilícito de mobilização da base e comandou os demais acusados para os demais objetivos". Dirceu é acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa. Na avaliação de Gurgel, "a ascendência de Dirceu sobre os outros integrantes do grupo foi cabalmente comprovada, sendo que ele tinha ciência sobre todos os acordos de vantagens indevidas oferecidas" a políticos e partidos aliados.
Sobre os problemas para provas periciais, Gurgel disse que não é fácil encontrar provas de questões tratadas entre quatro paredes. "Quando falo de quatro paredes, falo das paredes da Casa Civil de algo que transcorria dentro do Palácio da Presidência da República." Responsável pela acusação, Gurgel disse que a "autoria do crime não está em perícias, mas em provas testemunhas que tem o mesmo valor. E essa prova é contundente como a atuação de Dirceu como líder ". Ele citou depoimento do publicitário Marcos Valério, réu do processo e considerado o operador do esquema, no qual ele disse que o ex-ministro tinha ciência de tudo o que ocorria.(Folha Poder)
Tirado do Coturno Noturno
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Mensalão: Bastos tenta desestabilizar STF.
O ex-ministro da Justiça e advogado Márcio Thomaz Bastos, que defende o ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado no processo do mensalão, afirmou nessa quinta-feira (2) não ter sentido politização no julgamento. "Não senti politização, apenas nervos à flor da pele no plenário", disse, referindo-se aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo Bastos, a votação sobre o desmembramento levou a uma "agitação criativa" durante a sessão. Na tarde de hoje, foi julgada uma questão de ordem, a respeito do desmembramento do processo, que tomou mais de três horas da sessão e provocou o adiamento da manifestação do Procurador-geral da República, Roberto Gurgel.(Folha Poder)
Tirado do Coturno Noturno
Tirado do Coturno Noturno
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
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