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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

General Angel Vivas

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Fascismo bolivariano – Presidente da Assembleia da Venezuela, que comandou espancamento de deputados da oposição, é acusado de ligação com o narcotráfico Reinaldo Azevedo - 1/5/2013 - às 7:22

Vejam este vídeo. Flagra o momento em que deputados chavistas partiram pra cima de deputados da oposição nesta sexta. Volto em seguida. Voltei Nicolás Maduro, o ditador de turno da Venezuela, não é, evidentemente, flor que se cheire, ou não estaria lá, na sequência de dois golpes: um dado contra a própria Constituição bolivariana, quando assumiu a Presidência na vacância de Chávez (o ato foi escancaradamente inconstitucional), e outro mais recentemente, quando resta evidente que só se fez presidente violando o processo eleitoral propriamente e, há milhares de evidências, as próprias urnas. Mesmo sendo quem é, ele ainda não é páreo, no que concerne à delinquência e ao banditismo, para Diosdado Cabello, o presidente da Assembleia Nacional. O homem foi considerado um risco até pelo próprio Chávez. Tanto é assim que o tirano deu um jeito de encostar aquele que era apontado como seu sucessor natural. Mas Cabello ainda tem muito poder, que voltou a crescer com a morte de Chávez. Preside a Assembleia, é o homem forte das milícias armadas criadas pelo regime, e, atenção!, há fortes evidências de que está envolvido com o narcotráfico, que já chegou à cúpula do governo venezuelano. O juiz Eladio Ramón Aponte Aponte, ex-presidente do Tribunal Superior de Justiça, era o braço de Chávez no Judiciário. Fugiu do país no fim de março e se tornou um delator protegido pelo DEA, a agência antidrogas dos EUA. Ele admitiu ter prestados favores ao uma rede de narcotraficantes da América do Sul a pedido do governo. E listou, então, os chavistas da cúpula que lucravam com o tráfico de drogas: o ministro da Defesa, general de brigada Henry de Jesus Rangel Silva; o vice-ministro de Segurança Interna e diretor do Escritório Nacional Antidrogas, Néstor Luis Reverol; o comandante da IV Divisão Blindada do Exército, Clíver Alcalá; o ex-diretor da seção de Inteligência Militar Hugo Carvajal e… o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello. Pois é… Reitere-se: o próprio Chávez achava que ele poderia fugir a qualquer controle. Aliás, a demora em encontrar uma solução para o impasse quando ficou claro que o tirano não voltaria tinha nome: Cabello. Segundo a Constituição, ele é que deveria ter assumido a Presidência interina. Mas a cúpula bolivariana temia que se lançasse candidato. Nos meios políticos da Venezuela, dá-se como certo que Maduro teve de entregar a Cabello boa parte do controle do país para mantê-lo como um “aliado”. Como se vê, ele demonstra a sua força. Segue texto publicado na VEJA.com. * A maioria governista na Assembleia Nacional da Venezuela decidiu nesta terça-feira negar mais uma vez à oposição o direito à palavra, sob a alegação de que ela não reconhece o presidente Nicolás Maduro, cuja eleição é contestada pelos opositores – eles denunciam irregularidades no processo eleitoral. Mas, desta vez, a tensão política acabou descambando para a pancadaria, com saldo de ao menos sete deputados opositores feridos. O clima era tenso antes mesmo do início da sessão, quando os deputados não alinhados ao chavismo que chegavam ao Parlamento não encontravam microfones em frente a seus assentos. Os equipamentos foram retirados por ordem do presidente da Assembleia, o chavista Diosdado Cabello. Os trabalhos só foram abertos com mais de três horas de atraso, e, cerca de 30 minutos depois, o confronto eclodiu. Tudo começou depois da aprovação sumária da indicação da nova presidente do Banco Central venezuelano. Cabello impediu os deputados opositores de participar de debates adicionais sobre o assunto, alegando “reciprocidade” por não reconhecerem a vitória de Maduro nas eleições de 14 de abril. “Enquanto aqui, nesta Assembleia Nacional, não forem reconhecidas as autoridades, as instituições da República, os senhores da oposição poderão falar na (TV) Globovisión, no (jornal) El Nacional, mas aqui não”, disse Cabello. Os deputados opositores então iniciaram um apitaço e mostraram um cartaz onde se lia “Golpe no Parlamento”. Foi o bastante para membros da bancada governista partirem para cima de seus pares não chavistas, dando início a um conflito que, segundo relatos, teve até a participação de um guarda-costas da Assembleia. Ao mesmo tempo, as câmeras da TV Assembleia foram viradas para o teto do plenário. Em seguida, a transmissão foi suspensa, e o acesso de jornalistas ao local proibido. Um vídeo feito com a câmera de um celular (no alto) mostra a pancadaria generalizada. O bloco governista rejeitou “os atos de violência”, os quais atribuiu aos adversários. A oposição, por sua vez, veio a público mostrar o resultado das agressões: arranhões e rostos machucados. “Não sou o único agredido, vários deputados apanharam, e o responsável direto é o senhor Diosdado Cabello, que exige nosso reconhecimento de Nicolás Maduro”, disse o legislador Julio Borges, líder do partido opositor Primeiro Justiça (PJ) e um dos mais feridos. “O que fizemos foi exibir em silêncio o cartaz ‘Golpe no Parlamento’”, explicou Borges, ressaltando que, depois do protesto, vários deputados da oposição foram agredidos por legisladores chavistas. “Esses golpes vão nos dar mais força…O senhor, Diosdado Cabello, está cavando uma sepultura para todo o processo que vocês chamam de revolução”, acrescentou ele, com sangue no rosto e olhos inchados. “O deputado Americo de Grazia foi empurrado escada abaixo, e cinco pessoas caíram sobre ele, golpearam-no violentamente, e ele está hospitalizado; isso enquanto o deputado Diosdado Cabello sorria”, afirmou a parlamentar Maria Corina Machado, da oposição, durante uma entrevista coletiva após o confronto. Já a chavista Odalis Monzón disse que foi “atacada pela bancada opositora” e agradeceu seus companheiros por “defendê-la”, em declaração à TV da Assembleia Nacional. A tensão política na Venezuela está em nível máximo desde que Nicolás Maduro venceu o líder da oposição, Henrique Capriles, na eleição presidencial de 14 de abril por uma diferença de apenas 224.000 votos (1,49 ponto percentual). Trata-se do número final, atualizado na segunda-feira, depois da divulgação do resultado das urnas no exterior, nas quais Capriles teve mais de 93% dos votos. A oposição não reconhece a vitória de Maduro, alega fraude eleitoral e, nos próximos dias, entrará com um recurso para impugnar o pleito no Tribunal Superior de Justiça (TSJ). Encerro Vejam uma entrevista do deputado oposicionista Júlio Borges, com o rosto cheio de hematomas. Não duvidem de que há gente no Brasil morrendo de inveja…

domingo, 21 de abril de 2013

A repressão na Venezuela em vídeos e áudio

Tirado de Notalatina

Alguns leitores têm insistido para que eu apresente “provas” de que a violência que está ocorrendo na Venezuela, desde o anúncio no domingo 14 da fraudulenta vitória de Nicolás Maduro, parte do governo e seus paus mandados. A mim me parecia que os relatos, fotos e vídeos que tenho apresentado seriam suficientes mas vejo que não. Certamente algum iludido pela lavagem cerebral da mídia e universidades brasileiras quer ver o sangue espirrando da página do Notalatina e ver o assassino com a arma na mão ainda fumegando, para crer no que tenho denunciado.

Pois bem, está edição de hoje é quase que totalmente ilustrada por vídeos e um áudio, e é dedicada aos incrédulos ingênuos e aos espíritos de porco que teimam em jogar a culpa desta desordem na contabilidade da oposição. Cabe salientar que os cidadãos de bem da Venezuela também não têm direito a ter armas para se defender, pois se assim fosse, teria havido um banho de sangue de proporções inimagináveis nesses confrontos havidos nos últimos dias.

Para que se possa compreender a inconformidade dos venezuelanos com estas eleições, faço um rápido resumo dos fatos. Nas eleições para a presidência em 7 de outubro do ano passado, o CNE deu Chávez como vencedor, embora até as pedras tinham provas de que essa vitória ocorreu baseada em fraudes. Entretanto, naquela ocasião o opositor Henrique Capriles - não se sabe por quê - aceitou sem pestanejar que Chávez lhe roubasse a vitória e sequer pediu uma auditoria nas urnas. Morto Chávez, novamente Capriles é indicado pela MUD (Mesa de Unidade Nacional) como candidato da oposição contra Nicolás Maduro. Ocorre que, conforme apresentei na edição passada, as fraudes foram demasiadamente grandes e desta vez Capriles resolveu não aceitar mais que se lhe usurpasse o cargo e desrespeitasse os eleitores, e convocou a população para uma manifestação pacífica em frente às sedes do CNE em todo o país, para exigir que se fizesse uma auditoria em 100% dos votos.

Foi dado entrada no pedido oficialmente na segunda-feira 15, mas a presidente do órgão, Tibisay Lucena, demorou a acatar a solicitação e somente ontem disse que faria a re-contagem de 46% dos votos. Não sei se para não perder tudo, Capriles aceitou. Ocorre que os Castro tinham urgência em oficializar a investidura do cargo e ontem a UNASUR reuniu-se em caráter extraordinário em Lima, alegando uma avaliação do comportamento dos Estados Unidos de não aceitar essa vitória como válida até que se faça uma auditoria isenta. Aproveitaram, nesta ocasião, para anunciar a “intenção de um golpe de Estado” por parte da oposição, antecipando-se aos fatos.

Não resta dúvida de que a pressa em dar posse a Maduro partiu de quem de fato governa a Venezuela, desde dezembro passado, que é Cuba, porque depois de juramentado e empossado, todo e qualquer movimento que a oposição faça será visto como um golpe real, uma vez que Maduro agoraestá legal e constitucionalmente no cargo. Se, entretanto, houvesse na Venezuela respeito pelas leis e a Constituição, nada disto estaria acontecendo, pois Maduro usurpou o cargo desde que Chávez não apareceu para tomar posse em 10 de janeiro e, uma vez acatada a solicitação da auditoria, esta seria realizada num prazo de 30 dias - como regem as leis do CNE - e só depois se daria posse ao que de fato houvesse vencido com maioria de votos. Esta antecipação da posse é ilegal e inconstitucional, mas é sabido que entre comunistas as leis servem para ser aplicadas apenas aos inimigos.

Chegou às minhas mãos hoje à tarde uma informação que não posso deixar de compartilhar, nem que seja para futura averiguação. O site Dolar Todaypublicou uma matéria onde informava que as contas de correio de Diosdado Cabello, presidente da Assembléia Nacional (AN) haviam sido hackeadas, e dentre os correios estava um que lhe fora enviado por “Victor A. Marcial-Vega,MD”, desde Porto Rico, cujo título era: “O Vice-presidente Nicolás Maduro deixou o Presidente Chávez morrer”. Esse correio foi enviado no dia 5 de março, data em que foi anunciada a morte de Chávez, às 10:46 PM. As mensagens trocadas entre Cabello e várias outras pessoas podem ser vistasneste link, clicando no primeiro item da coluna ao lado esquerdo em azul, que indica haver um link.

Bem, disso muita gente suspeitava e tenho uma hipótese que pode não corresponder à realidade mas faz sentido. Maduro era o “ungido” dos Castro desde a década dos 80, conforme divulguei em edições anteriores, mas os Castro não podiam assumir o comando do país através de seu agente porque Chávez lhes servia bem, estava sempre com a carteira aberta e vinha tocando a “revolução socialista”. Quando lhe foi diagnosticado um câncer, Fidel insistiu para que ele fosse se tratar em Havana porque lá ele poderia ser eliminado sob o disfarce de uma “fatalidade”. O próprio Dr Rafael Marquina afirmou mais de uma vez que, se Chávez tivesse se tratado em outro país, muito provavelmente teria ficado curado. Mas não era isso que os Castro desejavam, pois estão velhos e sabem que lhes resta pouco tempo vida, daí a urgência em empossar Maduro, seu agente dócil às ordens superiores, fará TUDO o que o senhor rei mandar, como vem de fato fazendo.

Bem, mas para finalizar esta edição, deixo-os com um áudio onde o Diretor de Esportes do estado Zulia, Leonet Cabezas, anuncia a demissão de todos os funcionários que votaram em Capriles e ameaça até seus filhos. Neste áudio ele afirma que tem como saber em quem cada funcionário votou, mostrando um autoritarismo que marca bem este novo governo e que denuncia, sem saber, que o voto não é secreto. 





E em seguida a este áudio, vários vídeos feitos por pessoas escondidas em seus apartamentos, nas ruas, nas praças, em vários estados do país e na capital. Há um vídeo em que Diosdado Cabello diz na AN que os deputados opositores não mais terão direito à palavras. Serão parlamentares de pedra, com a palavra cassada! Mais provas de que são os bandos chavistas e a própria Guarda Nacional que estão provocando desordem, agressões e mortes, só indo lá pessoalmente para verificar. Fiquem com Deus e até a próxima!

Comentários: G. Salgueiro


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dilma, ao lado de Evo, que mantém sequestrados 12 brasileiros, saúda o ditador Maduro

Blogs e Colunistas
Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)
19/04/2013
 às 19:46

Dilma, ao lado de Evo, que mantém sequestrados 12 brasileiros, saúda o ditador Maduro

Vejam que foto edificante, de Carlos Garcia Rawlins, da Reuters.
Aí está a presidente Dilma Rousseff saudando o novo ditador venezuelano, que venceu uma eleição fraudada pela própria natureza. Oito pessoas morreram em protestos de rua. Maduro seguirá o caminho do antecessor, Hugo Chávez, censurando a imprensa, esmagando a oposição, estimulando a formação de milícias armadas.
Observa o entusiasmo da presidente brasileira Evo Morales, o índio de araque que comanda seu próprio regime de força na Bolívia. Não sei se lembram: o cacalero investido com honras de chefes de estado mantém sequestrados — é essa a palavra — 12 brasileiros.
Volto à posse de Maduro no próximo post.
Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 17 de abril de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

A Venezuela é hoje uma ditadura narcobolivariano-militar; governo assassinava sete pessoas em protestos enquanto Dilma parabenizava o ditador Maduro


O chavismo não existe, como muitos supunham. O que existe é um processo ditatorial que mantém debaixo do porrete a sociedade venezuelana. Os ditos bolivarianos compraram parte considerável das Forças Armadas da Venezuela, hoje infiltradas pelo narcotráfico e em parceria com os narcoterroristas das Farc. Cada vez mais, anotem aí, o país assumirá as características de uma ditadura militar convencional — mas sem abrir mãos dos rituais homologatórios das eleições encabrestadas e fraudadas pelos bolivarianos. Em suma, trata-se de uma ditadura narcobolivariano-militar
Leiam texto publicado na VEJA.com. Volto em seguida.
Os conflitos pós-eleição presidencial na Venezuela deixaram até agora um saldo de sete mortos, 61 feridos e 135 detidos, afirmou nesta terça-feira a procuradora-geral do país, Luisa Ortega. Mais cedo, a agência estatal de notícias AVN havia falado em quatro mortos.
“O mais grave é que nestes atos violentos morreram sete venezuelanos, um deles policial de Táchira (oeste)”, disse a procuradora, que criticou o candidato da oposição Henrique Capriles por convocar panelaços.
“Até agora o candidato que não foi beneficiado não compareceu perante o CNE para tentar nenhum recurso, nenhuma ação que o ordenamento jurídico do estado lhe garante”, disse Luisa, que acusa Capriles de ordenar ‘atos desestabilizadores’. “Não podemos permitir que se atente contra a paz e a tranquilidade de um povo”, disse, completando que as atitudes de Capriles podem constituir ‘crimes de instigação ao ódio e rebelião civil’.
A eleição presidencial da Venezuela teve um resultado apertado, com 50,75% a favor de Nicolás Maduro e 48,97% para Henrique Capriles. A pequena diferença, de pouco mais de 260.000 votos, e as milhares de denúncias de fraude eleitoral levaram Capriles a pedir uma auditoria com a recontagem total dos votos. O Poder Eleitoral, dominado por chavistas, rejeitou o pedido, apesar de Maduro ter pedido ao CNE em um primeiro momento a abertura das urnas.
Diante da acelerada proclamação de Maduro como presidente na segunda-feira, Capriles convocou os venezuelanos a panelaços a favor de uma recontagem de votos. Os chavistas responderam pedindo novas mobilizações, e o resultado foi uma violenta noite de segunda-feira. O governo diz que simpatizantes de Capriles atacaram centros do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) e do Conselho Nacional Eleitoral.
Prisões
Em Barinas, capital do estado de mesmo nome, 17 pessoas que foram detidas em manifestações nas imediações do CNE devem se apresentar nesta terça ao tribunal local. Um dos detidos, um dirigente juvenil, disse ao jornal El Universal que se trata de uma “prática comum do governo para tentar frear as reclamações nas ruas, atribuindo delitos a quem enfrenta suas irregularidades”.
Na manhã desta terça-feira, tanques militares tomaram as cidades de Barquisimeto, a quinta mais importante da Venezuela, e Palavecino em um clima de tensão que impediu crianças de irem à escola. O CNE de Barquisimeto está sob forte proteção militar diante da marcha convocada pela oposição para entregar um documento que exige a recontagem dos votos. Na noite de segunda-feira, os militares lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes dos panelaços.
Oposição
Também nesta terça, Capriles pediu aos venezuelanos, através do Twitter, para não cair em provocações e ratificou que a luta da oposição “é firme, mas pacífica”. “A nós o que interessa é que reine a paz! Ao ilegítimo, não”, disse, em referência a Maduro.
Comento
Quem é Luisa Ortega, a tal procuradora-geral? É só mais um dos esbirros do regime ditatorial instalado na Venezuela. Ainda que Capriles recorresse, pergunta-se: que chance teria?
A Venezuela, há muito tempo uma ditadura, agora terá de involuir para o estado policial se quiser manter o atual regime. A razão é clara: de fato, a maioria da população já se opõe ao governo, mas não encontra os caminhos para apeá-lo do poder. Capriles teve quase 50% dos votos. A abstenção passou de 20%. Numa sociedade extremamente mobilizada pelas milícias chavistas, essa taxa traduz um misto de medo e desesperança. As eleições são fraudadas desde a origem, uma vez que a oposição não têm os mesmos direitos na disputa. Parte considerável das Forças Armadas se tornou sócia da súcia bolivariana; a Justiça e o Parlamento estão, igualmente, a serviço dos bandoleiros. No ano passado, o então presidente da corte suprema fugiu do país, confessou que atuava em favor do narcotráfico sob a orientação do governo e acusou altas autoridades civis e militares de fazer parte da máfia.
Delinquência
Por alguns instantes, Nicolás Maduro fingiu aceitar a recontagem dos votos. Era, como alertei aqui, mero truque. Horas depois, mudou de ideia e preparou a proclamação oficial da sua vitória, mesmo em meio a uma mar de denúncias de fraude.
O Brasil, alegremente, apoia um regime delinquente, que responde a protestos  de rua contra uma eleição fraudada com tanques e assassinatos. Ontem, enquanto a ditadura bolivariano-militar matava venezuelanos na rua, Antonio Patriota, chanceler brasileiro, demonstrava a disposição de trabalhar com Maduro, e Dilma dava os parabéns ao ditador.
Por Reinaldo Azevedo

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Brasil, paiseco bananeiro e bolivariano. Cuba e Venezuela cometem crimes aqui como se fosse seu quintal.



Dias atrás, foi o embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Arveláiz que participou de um ato político em apoio ao chefe da quadrilha do mensalão, o condenado a mais de 10 anos de cadeia, José Dirceu. E que reafirmou que continuará apoiando, sem que as autoridades brasileiras exijam um mínimo de decoro diplomático do bolivariano.

A oposição no Congresso cobra explicações de integrantes do primeiro escalão do governo federal sobre um suposto plano de espionagem e pedido de divulgação de um dossiê contra a blogueira cubana Yoani Sánchez, que chega esta semana ao Brasil para lançar uma coletânea de textos próprios.
 
O dossiê foi distribuído numa reunião na Embaixada de Cuba no Brasil a militantes de esquerda, entre eles do PT e do PC do B, segundo a revista "Veja" publicou ontem. De acordo com a reportagem, no encontro também foi anunciado, sem detalhes, que está em curso um plano para monitorar a blogueira. A Secretaria-Geral da Presidência disse que irá apurar as denúncias. Durante anos, Yoani foi impedida de sair da ilha comunista, onde é acusada de trair os princípios revolucionários do governo dos irmãos Castro, Fidel e Raúl.
 
"Essa prática de dossiê é muito conhecida entre os petistas. Há uma organização a serviço da difamação alheia, em especial na internet", afirmou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que diz não ter se surpreendido com a possibilidade de Cuba e Brasil estarem tramando um plano para desmoralizar a blogueira. O senador afirmou que apresentará amanhã um requerimento para convocar ao Senado para dar explicações os ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e convidar o embaixador cubano no Brasil, Carlos Rodríguez. "Trata-se de uma afronta à Convenção de Viena, que não permite atuação política de embaixadores estrangeiros em território nacional. É uma conspiração cubana no Brasil com a participação do governo brasileiro, já que tem funcionários envolvidos", afirma o senador.
 
De acordo com a reportagem, um dos participantes da reunião com o embaixador Rodríguez foi um funcionário da Secretaria-Geral da Presidência, comandada por Gilberto Carvalho, que foi chefe de gabinete nos dois mandatos do ex-presidente Lula. Ricardo Poppi Martins é subordinado a Carvalho e coordena novas mídias. A Secretaria-Geral confirmou ontem que Poppi esteve na embaixada de Cuba em 6 de fevereiro, mas para tratar de uma viagem que faria a Havana, onde participaria de um encontro internacional de redes sociais.
 
A secretaria ressaltou que não autorizou nenhum servidor a tratar da visita da blogueira ao Brasil e que não foi informada de uma reunião nos termos relatados pela revista "Veja". Segundo o órgão, "a suposta participação do servidor Ricardo Augusto Poppi Martins será devidamente apurada quando de seu retorno ao Brasil". A Folha não conseguiu contato na embaixada cubana, e o secretário de relações internacionais do PC do B, Ricardo Melo, não ligou de volta até a conclusão da edição Em 2007, o governo Lula foi criticado por devolver a Cuba dois boxeadores do país. (Folha de São Paulo)
Tirado do Coturno Noturno